Pâmela Volp é condenada a 9 anos de prisão por tentativa de homicídio contra detento em Uberlândia

Espancamento aconteceu em fevereiro de 2022 e teve a ex-vereadora como mandante do crime

Por REDAÇÃO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA-
3 Min

Pâmela Volp ordenou agressões contra detento após ele furtar 17 cigarros da ex-vereadora I Foto: Aline Rezende/CMU

A ex-vereadora Pâmela Volp foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão pelo crime de tentativa de homicídio qualificado contra um detento na Penitenciária João Pimenta da Veiga, ocorrido em fevereiro de 2022. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (13) em Uberlândia. Ela era apontada como mandante do crime, que já teve os presos Djalma José Rios, Paulo Roberto Henrique Ferreira, Pablo Henrique Aparecido e Denis Fernandes de Oliveira condenados a 10 anos de prisão em julgamento realizado em novembro do ano passado. A tentativa de homicídio ocorreu em fevereiro de 2022 na ala destinada a pessoas da comunidade LGBTQIAPN+. Segundo informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Pâmela Volp teria ordenado as agressões contra o preso Ricardo Modesto de Souza, com quem ela dividia a cela e mantinha um relacionamento amoroso. De acordo com as investigações, a vítima teria, supostamente, furtado 17 cigarros da ex-vereadora, motivo pelo qual o crime ocorreu.   Conforme a denúncia apresentada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), agindo por determinação de Pâmela Volp, os detentos fizeram buscas na cela e encontraram alguns cigarros na cama da vítima. Após isso, a ex-vereadora, que, segundo o Gaeco, exerce um papel de liderança na ala LGBTQIAPN+, ordenou que os acusados agredissem a vítima até a morte.     Ricardo Modesto estava dormindo sob efeito de remédios em sua cama no interior da cela, quando foi surpreendido pelo grupo, que iniciou uma sessão de espancamento, que ocasionou múltiplas lesões com risco de morte. A denúncia aponta que Djalma José Rios, um dos agressores, chegou a subir em um beliche e pular duas vezes contra o peito da vítima, que já estava no chão desmaiada. O laudo pericial revelou que o detento fraturou costelas e dentes, teve lesões torácica e na mandíbula, chegando a perfurar o pulmão. De acordo com a denúncia e, a partir dos depoimentos colhidos, as agressões só cessaram após a interferência de Paula Volp, filha de Pâmela, que também está presa. Após o ocorrido, a ex-vereadora de Uberlândia teria ofertado a Djalma e Paulo um pacote de cigarros para cada um para que estes assumissem sozinhos a responsabilidade das agressões. O Diário tenta contato com a defesa de Pâmela Volp.
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