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03/12/2023 às 10h00min - Atualizada em 03/12/2023 às 10h00min

Cerca de 220 mil trabalhadores devem receber o 13° salário neste ano em Uberlândia

Benefício pode ser pago em duas parcelas ou de forma única; especialista fala sobre formas inteligentes de aplicar o dinheiro extra

JUAN MADEIRA | DIÁRIO DE UBERLÂNDIA
Benefício pode ser pago em duas parcelas ou de forma única | Foto: Agência Brasil
Cerca de 220 mil trabalhadores de Uberlândia deverão receber o 13° salário neste ano. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e se refere ao número de pessoas com carteira assinada, empregadas tanto no setor público quanto no privado.
 
De acordo com o levantamento do Caged, a cidade registrou um aumento de quase 2% no número de trabalhadores aptos a receber o benefício, se comparado com o ano passado.  Em 2022, cerca de 216 mil pessoas atuavam sob o regime CLT.
 
Os dados apontam ainda que, do total de trabalhadores com exercício em Uberlândia, 20.956 são servidores municipais, 12.548 estaduais e 9.165 federais. Os demais representam o setor privado.
 
O advogado Alexandre Valadão explica que todos os trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), têm direito de receber o 13º. “O benefício pode ser parcelado. Caso o patrão opte pela divisão, o primeiro pagamento deve ser realizado entre 1º de fevereiro e 30 de novembro e o segundo até 20 de dezembro, mesma data limite para se realizar o pagamento único, se for o caso”.
 
O especialista afirma que quando é realizado o parcelamento, a metade paga até novembro tem como base o valor total, e a parte do fim de ano segue os descontos legais, como INSS e plano de saúde. “Por esta razão é comum que o trabalhador receba um valor maior em novembro”.
 
Conforme informado pelo advogado, para os pagamentos são consideradas todas as verbas trabalhistas que o empregado recebe, como hora extra, adicional noturno, insalubridade e periculosidade. “Caso seja uma categoria variável, como a comissão, é feita uma média do valor que foi pago no ano e a quitação leva em conta esta quantia”.


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Caso o funcionário não receba corretamente as verbas, ele pode procurar o setor de recursos humanos ou financeiro da empresa, para notificar o problema e cobrar o depósito dos valores atrasados. Se não houver acordo, pode fazer denúncia trabalhista ao Ministério Público do Trabalho (MPT), buscar auxílio sindical e cobrar os valores em uma ação trabalhista.
 
“Nestes casos, o patrão terá que pagar o valor com juros e correção, e pode haver multa administrativa. Essa medida visa tentar fazer com que o empregador pague corretamente na data estipulada pela lei (N. 4.749)”, explica o advogado.
 
Em relação aos trabalhadores autônomos e estagiários, Alexandre esclarece que receberão o pagamento do benefício apenas em casos excepcionais. “Não é obrigatória a gratificação, mas se for explicitamente acordado no contrato em relação aos prestadores de serviço, ou se a empresa tiver essa prática de pagamento aos estagiários, pode acontecer. Mas reforço que não é uma obrigação”.
 
ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA
A assistente jurídica Isabela Alves, de 22 anos, tinha a intenção de guardar o valor recebido com o 13º para dar a entrada em um telefone, porém, teve contas mais importantes para pagar no fim de ano. “Eu esperava usar o benefício para comprar um celular novo, mas acabou sendo redirecionado para cobrir contas essenciais neste fim de ano”.
 
Para a economista Roberta da Mata, a dica mais importante ao receber o benefício, é a consciência do orçamento mensal, para saber onde gastar, seja pagando contas ou investindo. “Aproveite o recebimento do 13º salário e o fim de ano para se organizar, fazer seu orçamento pessoal e iniciar 2024 com metas e objetivos que te permitirão uma vida financeira mais tranquila”, indica.
 
Para organizar as finanças, a profissional aponta que é necessário fazer uma análise da situação financeira. “Conhecendo seu orçamento, quem sabe, você possa usar seu 13º para lazer, viagem, estudos e qualquer outra coisa que queira. Para isso, primeiramente, a pessoa precisa saber como estão as contas, principalmente aquelas que dependemos para viver, como água, luz, e aluguel. Se estiverem atrasadas, essas são as que devem ser pagas primeiro”.
 
A especialista mostra que na hora de fazer o planejamento financeiro, o cidadão deve levar em consideração, também, as despesas do início do ano, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar.
 
“Além disso, pense também em fazer uma reserva de dinheiro para emergências, é muito bom ter uma reserva quando acontece algum imprevisto, isso dá muita tranquilidade. Separe mensalmente uma quantia para guardar para emergências, o ideal é que essa quantia seja de pelo menos 6 meses do seu salário”.
 
Para aqueles que nunca investiram, Roberta recomenda o Tesouro Direto, que permite resgate imediato caso haja imprevistos, e também o Certificado de depósito bancário (CDB), em bancos confiáveis e conhecidos no mercado. No
site do Tesouro Direto existe um material explicativo e vídeos sobre os melhores investimentos, perfil de investidor e educação financeira.


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