20/05/2022 às 08h30min - Atualizada em 20/05/2022 às 08h30min

Censo 2022: ​IBGE deve visitar 300 mil domicílios em Uberlândia

Ao todo, 700 colaboradores vão atuar no levantamento, que será realizado a partir de agosto

SÍLVIO AZEVEDO I DIÁRIO DE UBERLÂNDIA
Instituto abriu 627 vagas para recenseadores em Uberlândia I Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pretende visitar neste ano aproximadamente 300 mil domicílios em Uberlândia para aplicação de questionários do Censo Demográfico 2022. Somente no município, 700 colaboradores vão atuar no levantamento, previsto para ser iniciado a partir de agosto. A estimativa populacional seria realizada em 2020, mas precisou ser adiada por conta da pandemia.
 
O último levantamento, feito em 2010, colocou Uberlândia na segunda posição do ranking das cidades mais populosas de Minas, com 604.013 habitantes. No estado, o Município fica atrás apenas da capital Belo Horizonte. Na classificação nacional, a cidade é considerada 30ª em número de habitantes. Em 2021, o IBGE ajustou os dados coletados em 2000 e 2010 e apontou uma tendência de crescimento das cidades, projetando uma nova estimativa para Uberlândia, que teria 706.597 habitantes até o ano passado.
 
Para a coleta das informações neste ano em Uberlândia, foram abertas 700 vagas temporárias, sendo 63 para agentes censitários supervisores e 627 recenseadores. A seleção foi conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A expectativa é que o processo de contratação dos candidatos selecionados para a realização do Censo seja iniciado a partir da próxima semana.
 
Em entrevista ao Diário, o coordenador de área do IBGE, Daniel Nunes de Souza, revelou que, para esta edição, o diferencial serão as ferramentas de georreferenciamento. “No Censo, os recenseadores vão a todos os domicílios do município, da urbana, rural e distritos. Com isso temos como garantir que a gente vai visitar todos os domicílios. Temos ferramentas de georreferenciamento, que não havia em 2010. Temos mecanismos hoje para garantir que o domicílio seja realmente visitado. Se o recenseador for uma vez e não encontrar o morador, ele tem que ir mais vezes”, afirmou.
 
O coordenador adiantou que o processo de contratação dos candidatos selecionados já começa a partir da próxima semana. “Vamos iniciar a contratação do pessoal que vai trabalhar no Censo dia 23 de maio. E a partir de 1 de junho, contratamos os supervisores, os Agentes Censitário Municipal (ACM) e Agentes Censitário Supervisor (ACS). Os processos seletivos tiveram os resultados divulgados. Em julho, inicia a contratação dos recenseadores”, informou Daniel, que reforçou que os treinamos começam logo que os profissionais forem contratados.
 
O Censo 2022 terá dois tipos de questionários, o básico e o de amostra. O básico contará com 26 questões e levantará as principais características do domicílio e dos moradores. Já o de amostra traz 77 questionamentos. Além dos quesitos presentes no básico, serão avaliadas características dos domicílios, identificação étnico-racial, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, deficiência, migração interna ou internacional e educação.
 
“O de amostra é mais completo, com algumas questões a mais do que o outro. Tem alguns tópicos de pesquisa a mais que o básico. Os que forem selecionados de amostra não respondem o básico, até para fazer a divulgação separada. Serão selecionados 5% dos domicílios”, informou o coordenador do IBGE.


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REFLEXO NA ECONOMIA
Os dados coletados pelo Censo são utilizados pelo Governo Federal, Estados e Municípios, entre outros aspectos, para fazer um direcionamento mais efetivo de recursos públicos. É o que explica a economista e pesquisadora do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (CEPES), Ester William Ferreira.
 
“Essas informações são imprescindíveis para a definição de políticas públicas, para a tomada de decisões de investimentos, tanto por parte da esfera pública quanto da esfera privada, bem como para produzir diversos indicadores que tornam possível conhecer a realidade do país, com nível maior de desagregação, trazendo dados em nível municipal (setores urbano e rural) e, inclusive, por setor censitário, por exemplo, em alguns municípios”, disse.
 
Ainda segundo a economista, além do poder público, o setor privado também busca informações coletadas para definir estratégias para novos investimentos, gerando mais renda e emprego para os municípios. “Essas informações são indispensáveis também para a iniciativa privada porque servem para orientar a tomada de decisões de investimentos, uma vez que fornecem dados sobre o mercado consumidor, poder de compra, localização do público-alvo, e outros”, completou.
 
Ester reforça a importância de a população responder aos questionamentos para atualização dos números e índices demográficos. “Às vezes as pessoas pensam será que precisa mesmo? Mesmo com as estimativas precisamos de dados de padrão de mortalidade, nascimento, migração. Em 10 anos muda muita coisa. É importante estar atualizado esses dados. Um país que quer ser desenvolvido precisa ter conhecimento da realidade da sua população. Sem isso, não consegue fazer políticas públicas voltadas para sua população”, afirmou.

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