08/01/2022 às 13h00min - Atualizada em 08/01/2022 às 13h00min

Mais de R$ 800 milhões são investidos na compra de ações de hospitais particulares em Uberlândia

Hospital Santa Genoveva, UMC e Hospital Madrecor tiveram a maior parte das ações vendidas no segundo semestre do ano passado

MARIELLE MOURA
99,6% das ações do Hospital Santa Genoveva foram vendidas em novembro | Foto: Divulgação
Mais de R$ 800 milhões foram investidos na saúde de Uberlândia com a compra de ações de hospitais particulares da cidade em 2021. A maior parte das ações do Hospital Santa Genoveva, Uberlândia Medical Center (UMC) e o Hospital Madrecor foram vendidas para o Hospital Mater Dei S.A., Grupo Oncoclínicas e Hapvida Participações e Investimentos S.A. (HAPV3), respectivamente.

O último negócio aconteceu em novembro de 2021 quando o Hospital Mater Dei S.A. (“Mater Dei” ou “Companhia”) (B3: MATD3) anunciou a aquisição de 99,6% do Hospital Santa Genoveva Ltda. e também da aquisição de participação representativa de 100% do Centro de Tomografia Computadorizada Uberlândia Ltda (CDI).

O valor do negócio foi de R$ 309 milhões, incluindo os imóveis. Desta valor, será deduzida a dívida de aproximadamente R$ 57 milhões.

O presidente da Rede Mater Dei, Henrique Salvador informou durante entrevista ao Diário de Uberlândia que a compra faz parte da estratégia de criar uma rede hospitalar integrada no país. “É uma oportunidade muito grande. Nós fizemos a abertura do capital da rede Mater Dei em abril do ano passado porque o objetivo é ser uma plataforma integrada de hospitais no Brasil. Nós já adquirimos 70% do Hospital Porto Dias, em Belém-PA, que é o maior hospital privado da região norte do país e nosso interesse em vir para Uberlândia é que a cidade é próxima ao Centro Oeste brasileiro, então com a aquisição estamos cumprindo a estratégia de fazer essa ligação”, explicou.

Ainda segundo o presidente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) já aprovou a compra e a conclusão das negociações devem ser realizadas ainda no fim de janeiro, com inclusive a realização dos pagamentos. 

Por fim, Salvador informou que a previsão é que nos próximos seis meses o hospital passe por reformas. “Estamos contratando um escritório de arquitetura hospitalar para fazer um plano diretor para realização de algumas reformas que vamos promover no hospital e isso está em curso. Devemos assumir o hospital no início de fevereiro, mas a ideia é que essa equipe se organize imediatamente para realizar o plano diretor e nos próximos seis meses devemos começar uma série de obras no local”, finalizou. 

UMC
Em outubro de 2021 foi realizada a venda da integração da unidade hospitalar do UMC, do serviço de exames de imagem UMC Imagem e do centro dedicado de cardiologia de alta complexidade, Instituto do Coração do Triângulo (ICT), à companhia Oncoclínicas. 

As três unidades estão instaladas no Complexo UMC. O negócio envolveu a aquisição de 84% do capital social do Complexo Hospitalar Uberlândia S.A. (UMC), em que atividades consistem em serviços médico-hospitalares, ambulatoriais, procedimentos cirúrgicos, exames e consultas e medicina diagnóstica.

O valor estipulado no negócio foi de R$ 412,7 milhões. O pagamento foi feito em dinheiro, com recursos próprios da Oncoclínicas. O diretor da Unidade Hospitalar do UMC, Alexandre de Menezes Rodrigues informou que a escolha foi feita para fortalecer a atuação do grupo no Triângulo Mineiro. “A Unidade Hospitalar do UMC, o UMC Imagem e o ICT foram escolhidos pela Oncoclínicas para integrar o projeto nacional de expansão da Companhia, fortalecendo a nossa atuação no Triângulo Mineiro”, disse.

Ainda segundo o diretor, o negócio representou grande avanço para a empresa. “A operação representa um importante avanço para o Grupo Oncoclínicas na estratégia de integração de sua oncologia clínica ambulatorial com seus centros de alta complexidade – cancer centers – passando, assim, a atender a jornada completa de seus pacientes oncológicos, além de oferecer diversas outras especialidades médicas fundamentais a um tratamento sistêmico”, informou.

O UMC possui um centro cirúrgico com 10 salas, equipado com robô cirúrgico e, após a conclusão de expansão prevista para janeiro de 2022, comportará um total de 231 leitos, sendo 70 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 12 salas cirúrgicas. 

Madrecor
Em setembro a Hapvida Participações e Investimentos S.A. (HAPV3) anunciou a compra de 94,34% das ações, podendo chegar a 100%, do Hospital Madrecor. O valor da transação, incluindo o imóvel do hospital, foi de até R $120 milhões.

A empresa informou em comunicado que a escolha foi estratégica do ponto de vista geográfico e operacional, uma vez que a cidade de Uberlândia fica a 100 km de Uberaba, cidade com operações adquiridas e recém integradas pelo grupo. 

Nesta região, o Hapvida já possui cerca de 70 mil beneficiários em planos de saúde. Fundado em 2005, o Hospital Madrecor oferece assistência médica, incluindo pronto-socorro adulto e pediátrico, laboratório de análises clínicas, serviço de diagnóstico por imagem, atendimento ambulatorial para 41 especialidades, centro cirúrgico e unidade de oncologia.

São 8,2 mil metros quadrados de área construída e área total de mais de 37 mil metros quadrados, conta com 115 leitos operacionais incluindo 20 leitos de UTI.

De acordo com o presidente do sistema Hapvida, Jorge Pinheiro, a empresa continuará investindo em Uberlândia. “Permaneceremos investindo na saúde de Uberlândia para levar, cada vez mais, qualidade de vida aos nossos clientes, sempre de mãos dadas com a população. Não paramos de investir na segurança e comodidade dos atendimentos. Chegamos na região para ficar e garantir uma saúde de qualidade e acessível”, disse.

Por fim, Jorge falou sobre as melhorias que vão ser realizadas no hospital. “O Madrecor receberá investimentos em equipamentos, novos leitos, modernização do espaço, uma estrutura completa de maternidade com UTI neonatal e a especialidade de ginecologia oferecida no ambulatório”, finalizou. 


 
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