05/10/2021 às 09h00min - Atualizada em 05/10/2021 às 09h00min

Operação da Polícia Federal combate tráfico de armas e drogas em Uberlândia

Organização criminosa movimentou mais de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos

DA REDAÇÃO

A Polícia Federal (PF) em Uberlândia deflagrou nesta terça-feira (5) a Operação Balada, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada no tráfico de drogas, de armas de grosso calibre e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 247 mandados de prisão e  249 mandados de busca e apreensão, além de centenas de outras medidas cautelares, como sequestro de bens e bloqueio de contas correntes, expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Alagoas, Tocantins e Espírito Santo. Estima-se que mais de R$ 2 bilhões foram movimentados pelos investigados nos últimos dois anos.

De acordo com informações da PF, a organização operava um estruturado esquema de tráfico de drogas e preparava entorpecentes para comercialização, mediante o emprego de insumos químicos adquiridos por meio de empresas regularmente cadastradas. No período de sete meses, foram comprados, no mercado regular, insumos capazes de manipular mais de 11 toneladas de cocaína. A droga vinha dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia, era armazenada no Triângulo Mineiro e, posteriormente, distribuída a várias regiões do país, em especial os estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro. 


As investigações revelaram, também, que o grupo atuava no tráfico ilegal de armas de fogo de grosso calibre. Em março de 2020, foi apreendido um carregamento de 8 fuzis e 14 pistolas em Uberlândia. O armamento comercializado pelo grupo era adquirido no Mato Grosso do Sul, transportado para Uberlândia, e, posteriormente, destinado a grupos da região do Triângulo Mineiro, especializados no tráfico de drogas e roubos a banco e também para uma facção criminosa estabelecida no Rio de Janeiro. 

Os investigados utilizavam veículos especialmente preparados para o transporte das armas, e usavam batedores durante os seus deslocamentos. Para dissimular a origem criminosa do patrimônio acumulado, a organização criminosa utilizava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com a utilização de empresas de fachada e a aquisição de postos de combustíveis, hotéis, fazendas, imóveis, veículos e embarcações de luxo. As contas bancárias e bens identificados foram bloqueados por determinação judicial, assim como aproximadamente 100 imóveis.

 

A operação foi batizada de Balada pelo fato de os investigados ostentarem em redes sociais a organização de diversas festas de luxo, inclusive em outros países, realizando gastos elevados em tais eventos, com uso de iates e carros esportivos. Ao todo, 35 policiais penais participaram da operação para apoiar o transporte dos presos.


VEJA TAMBÉM:

 
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »