30/09/2021 às 11h25min - Atualizada em 30/09/2021 às 11h25min

Membro de grupo que induzia jovens ao suicídio é preso em Uberlândia

Comunidade virtual praticava ações em várias partes do país; outras quatro pessoas também foram detidas em SP, Rio de Janeiro e Goiás

​DA REDAÇÃO
Prisão foi realizada com apoio da 1ª DRPC e Força Tarefa de Segurança Pública de Uberlândia I Foto: Arquivo Diário
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu no final da tarde desta quarta (29), em Uberlândia, um homem, de 37 anos, suspeito de fazer parte de um grupo virtual que induzia jovens ao suicídio em várias partes do país. As investigações tiveram início após a morte de duas jovens em Brasília. Outras quatro pessoas acusadas de pertencer ao bando, residentes em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, também foram presas.
 
A prisão foi feita por policiais da 1ª DRPC com o apoio da Força Tarefa de Segurança Pública de Uberlândia, logo após o homem comparecer à sede da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, com o intuito de se entregar, depois de saber que havia um mandado de prisão contra ele. Cumprido o mandado de prisão, o investigado foi conduzido para o Presídio Prof. Jacy de Assis – Uberlândia 1, onde ficará à disposição do Judiciário do Distrito Federal.

 
O investigado, que se identificou como técnico em eletrotécnica, não informou sobre suas atividades virtuais nem o que fazia em Uberlândia, mas disse que soube, por meio de um colega de trabalho, que havia um mandado de prisão contra ele. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, ele estava sendo procurado no Rio de Janeiro. Uma operação foi realizada para prender o suspeito e os demais membros do bando e para cumprir mandados de busca e apreensão contra os investigados.
 
Conforme foi apurado, o grupo induzia jovens ao suicídio. Uma das vítimas, de 21 anos, morava em Paranoá (DF) e participava do grupo virtual. Ela se matou em fevereiro após ser orientada pelos membros do grupo a ingerir substância letal. No mês seguinte, outra jovem morreu nas mesmas circunstâncias, quando a Polícia Civil, ao investigar a morte, concluiu que ela também havia sido induzida.

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