22/09/2021 às 15h50min - Atualizada em 22/09/2021 às 15h50min

Empresários recorrem à linha de crédito para sobreviver ao impacto da pandemia

Pronampe já liberou R$ 17 milhões para auxiliar empreendedores de Uberlândia

LORENA BARBOSA
Ronaldo Pereira Borges auxilia empresários a terem acesso ao programa | FOTO: RONALDO PEREIRA BORGES
A pandemia do coronavírus fez com que o mundo restringisse quase todas as atividades comerciais. Empresários até hoje convivem com os impactos das medidas que visam controlar o contágio do vírus. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Uberlândia, em 2020, aproximadamente 260 empresas tiveram que recorrer a recursos para cumprir com suas obrigações. Uma das soluções veio através da linha de crédito do Programa Nacional de Apoio a Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O programa do Governo Federal ajudou o pequeno empresário a ter acesso a empréstimos com juros menores do que a praxe de mercado.
 
Neste ano, em Uberlândia, 60 empresas conseguiram, com a assessoria gratuita da CDL, ter acesso ao programa. Segundo o correspondente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Ronaldo Pereira Borges, o incentivo foi criado durante a pandemia para ajudar os empresários e a adesão foi grande. “A ideia inicial era atender os empresários sobre investimentos, recursos juntos ao governo com taxas menores, uma vez que o BDMG é um banco de fomento e proporciona prazos e taxas melhores. Com a crise causada pela pandemia, o uso desse dinheiro foi bem variado, desde o pagamento de dívidas até investimentos no negócio”, explicou Borges.
 
Para ter acesso ao crédito pelo Pronampe, a empresa precisa cumprir com uma série de exigências comuns a quem procura por empréstimos bancários. É preciso ter uma empresa constituída e aberta anteriormente a junho de 2020. O programa exige ainda que o quadro de funcionários seja mantido por dois meses depois da liberação do crédito e que o dinheiro seja aplicado apenas dentro da empresa.
 
“O banco libera até 30% do faturamento anual, mas o crédito é limitado a R$150 mil por empresa para que o valor seja mais dividido por todas as empresas que buscam pelos recursos”, detalhou o correspondente.


Através do BDMG, mais de R$17 milhões em crédito já foram liberados para que os pequenos negócios mantivessem o funcionamento e os empregos em Uberlândia. Dono de uma distribuidora alimentícia, o empresário André Luiz Lobato recorreu ao auxílio da linha de crédito no último ano. Segundo ele, os juros mais baixos que os habituais fizeram com que ele usasse o recurso para aumentar o estoque da empresa.
 
”Foi a primeira vez que a gente conseguiu um empréstimo com um banco do governo com um juros mais baixos. A taxa era de 1,25% ao ano. Como pequeno empresário, nós avaliamos com um respiro”, contou Lobato.
 
O empréstimo foi feito em setembro e deu um respiro e tanto nas finanças da distribuidora de André Luiz. O empresário começou a pagar o valor adquirido através do Pronamp em junho deste ano. O conhecimento da linha de crédito se deu após a assessoria da CDL e foi de suma importância para manter o pequeno negócio aberto durante a pandemia.
 
“A gente é filiado à CDL e o processo foi todo encaminhado por eles. Foi muito importante esse apoio, porque na maioria das vezes o pequeno empresário não é informado sobre as linhas de crédito disponíveis”, destacou Lobato.

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