18/08/2021 às 11h03min - Atualizada em 18/08/2021 às 13h07min

Quatro pessoas são presas por golpes no segmento de materiais de construção

Polícia Civil cumpriu mandados em Uberlândia nesta quarta (18); prejuízos chegam a R$ 2 milhões

LORENA BARBOSA
Polícia Civil apreendeu caminhonete de um dos suspeitos envolvidos no esquema I Foto: Lorena Barbosa
A Polícia Civil realizou na manhã desta quarta-feira (18) a Operação “Apodomisi” com o intuito de combater uma organização especializada em golpes no segmento de materiais de construção. Quatro pessoas foram presas e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Uberlândia.
 
De acordo com o delegado chefe da Polícia Civil, Marcos Tadeu de Brito Brandão, os investigados se passavam por clientes para comprar materiais de construção em várias cidades do país e, logo após a entrega do produto, cancelavam a compra. A organização usava vários cartões de crédito para não levantar suspeitas das operadoras. Para dar mais veracidade na hora da negociação, os estelionatários pediam a indicação para o empresário de um caminhoneiro para fazer a entrega.
 
“O empresário indicava o caminhoneiro para trazer a carga para Uberlândia. Chegando aqui o material era descarregado em uma empresa de fachada. Imediatamente outro caminhoneiro que fazia parte do esquema pulverizava a carga pelas construções. Logo, eles faziam o contato com a operadora de crédito e diziam não reconhecer a compra, que era cancelada deixando o empresário no prejuízo”, explicou o delegado.


 
Foram presos três homens, de 45, 46 e 52 anos, além de uma mulher de 25 anos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Jardim Brasília, Santa Mônica e também em outros pontos de Uberlândia. Na operação foi apreendida uma caminhonete de um dos envolvidos no esquema, assim como documentos, mídias de computadores com o registro dos golpes aplicados que serão usados na investigação. Os presos poderão responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
 
O delegado explicou ainda que as pessoas que compravam o material da empresa de fachada, que fica na avenida Raulino Cotta Pacheco, no bairro Martins, podem ser indiciados por receptação.  “Isso é objeto de investigação por parte da Polícia Civil também, se aqueles construtores ou empreiteiros sabiam ou não dessa origem criminosa. Então eles também serão investigados”, concluiu Brandão.
 
INVESTIGAÇÃO
As apurações começaram em Belo Horizonte, e duraram cerca de oito meses. A estimativa é que a organização tenha causado um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões com a aplicação dos golpes em várias cidades do Brasil, entre elas Belo Horizonte, Contagem, Barretos, e também cidades nos estados do Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.
 
O nome da operação veio do significado da palavra Apodomisi, que quer dizer desconstrução.

* Matéria atualizada às 13h07 para acréscimo de informações.


 

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