16/08/2021 às 18h44min - Atualizada em 16/08/2021 às 18h44min

Profissionais de Uberlândia trocam de ramo para driblar crise na pandemia

Com algumas atividades paradas, profissionais decidiram investir em outros segmentos para continuar gerando renda

GABRIELE LEÃO
Abrir cafeteria com delivery foi alternativa encontrada por Marcelo de Bittencourt |
A pandemia mudou drasticamente os planos de inúmeras pessoas e não seria diferente com as profissões. Segundo uma pesquisa realizada pela Kaspersky, 53%, da população brasileira deseja mudar de emprego no próximo ano devido à pandemia. Em Uberlândia, empreendedores precisaram recorrer a uma outra alternativa para não cederem à crise.

Gustavo Piret é baterista profissional há 26 anos e há quatro meses precisou aprender tudo sobre comércio para driblar a falta de trabalho durante a pandemia. "Trabalho com música desde os 12 anos, desde novo já tocava em bailes, casamentos e com diversos artistas e desde 2001 já fazia gravações profissionais e montei meu próprio estúdio. Há dois anos, estou na equipe do sertanejo Léo Chaves, mas desde 2020, o setor de eventos está parado. Para enfrentar essa crise da pandemia decidi empreender. Usei o dinheiro que já tinha guardado durante esses anos e com a ajuda do meu pai, que também é comerciante, montei minha loja de acessórios para carros", contou.

Funcionando há poucos meses, a loja tem cerca de 50 atendimentos por semana. “A gente nunca imagina que vai passar por uma pandemia, mas hoje com o avanço da vacinação já começaram algumas lives e pequenos eventos em outras cidades e como sempre trabalhei como música, não me vejo abandonando por completo essa profissão para ser apenas comerciante.”, disse. 



Da papelaria ao delivery 
A mudança para Marcelo de Bittencourt não foi diferente. O empresário já era dono de uma papelaria com diversas atividades no bairro Santa Mônica. Dois dias antes do fechamento do comércio, em 2020, ele inaugurou um espaço de café, mas teve que ressignificar os planos. “A papelaria sempre foi muito ativa, além disso, tínhamos atividades como oficinas para crianças e colônias de férias, mas percebemos que os pais não tinham onde deixar os filhos, então pensamos em criar um ambiente para cafeteria. Dois dias depois, começou de vez a pandemia em Uberlândia e veio o fechamento do comércio”, relembrou.

Para enfrentar o novo cenário, Marcelo recorreu ao delivery. “Não tínhamos pensado nessa opção, mas ao perceber que os dias se passavam e o cenário apenas piorava, optamos pelas entregas. Então fizemos um planejamento para alavancar os negócios. Serviços de café da manhã completo, e atualmente, esse plano B virou a nossa principal renda. Temos cerca de 50 entregas por dia, com diversas opções de café da manhã da linha saudável a tradicional e agora estamos migrando para o almoço”, comentou.

Com a suspensão das aulas, a papelaria também ficou em segundo plano. “Temos algumas vendas, mas sem as aulas não temos público para retomar com as atividades”. Marcelo ainda contou que, “a minha mãe tinha uma lanchonete nos anos 90 no centro de Uberlândia e essa foi uma das motivações que fizeram pensar no ramo de alimentação”, comentou. 

Empreendedorismo no esporte
Um esporte muito gostoso, prático e que a família inteira pode aderir. O Beach Tennis chegou por agora no Brasil, mas certamente já é uma tendência. Paula Pereira Carneiro é biomédica e empresária e com o aumento pela busca por Beach Tennis resolveu empreender. 

“Minha família tem uma empresa de exames há 60 anos, onde trabalho também, mas com a pandemia, decidi empreender. Pratico o Beach Tennis há dois anos e vi o esporte como uma maneira de ampliar os negócios. Eu tenho um terreno no bairro Santa Mônica e investi em uma quadra para o esporte. Fizemos as adequações e há um mês funcionando já temos retorno. É um negócio muito rentável e resolvi montar a quadra e transformar em um ambiente familiar”, explicou.


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