06/08/2021 às 16h06min - Atualizada em 06/08/2021 às 16h04min

Prefeitura de Uberlândia cobra correção do envio de vacinas ao município

Segundo o Município, governo estadual envia menos doses para a cidade do que para cidades menores

DA REDAÇÃO
Cidade obteve aproximadamente 88% das doses D1 e 54% das doses D2 obteve aproximadamente 88% das doses D1 e 54% das doses D2 I Foto: Fábio Marchetto
A Prefeitura de Uberlândia questionou novamente o Governo de Minas sobre o envio desproporcional de vacinas contra a Covid-19, além de cobrar entrega de doses extras à cidade. O novo ofício foi enviado pelo prefeito Odelmo Leão (PP) nesta quinta-feira (5), com apontamentos que reforçam a disparidade de doses enviadas a Uberlândia na comparação com os municípios de Juiz de Fora e Belo Horizonte.
 
O documento foi destinado à subsecretária estadual de Vigilância em Saúde, Janaína Passos de Paula, com cópia ao secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti. Comunicação semelhante também foi remetida ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
 
O novo ofício foi elaborado após resposta do Governo de Minas aos pedidos de esclarecimento por parte da Prefeitura, encaminhados nos dias 20 e 29 de julho, quanto aos critérios para distribuição de doses pelo Estado.
 
Segundo o Município, foi confirmado que Uberlândia, como segunda maior cidade de Minas Gerais, recebeu menos doses de forma global, no comparativo entre números absolutos referentes à distribuição dos imunizantes para o Município e a Juiz de Fora.
 
Conforme informações da Superintendência Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, Uberlândia, com população estimada pelo IBGE de 699.097 habitantes, obteve aproximadamente 88% das doses D1 e 54% das doses D2. Enquanto isso, Juiz de Fora, cuja população é estimada em 573.285 pessoas, foi contemplada com quase 92% das doses D1 e aproximadamente 64% das doses D2. Uma diferença que representa, na prática, cerca de 45 mil doses a menos (15 mil D1 e 30 mil D2) para a população uberlandense.
 
“Diante do panorama dissonante e tendo em vista a alta na taxa de transmissão de vírus e ocupação de leitos, o Município também requereu, além da revisão dos critérios para correção de eventuais prejuízos, o envio de doses extras. O objetivo é auxiliar nos esforços para controle da escalabilidade viral, que já se encontra prejudicada pela desproporcionalidade apontada. Por fim, o Município reforça que conta com estrutura e equipes preparadas para realizar aplicação da vacina em sua população no menor tempo possível”, explicou o Município.

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