18/06/2021 às 19h07min - Atualizada em 18/06/2021 às 19h07min

Aulas estaduais voltam a ser suspensas com o retorno da região para a Onda Vermelha do Minas Consciente

Com a nova deliberação, as aulas, que estavam programadas para começarem na segunda (21), ficam sem data definida

LORENA BARBOSA E NILSON BRAZ
Retorno estava previsto para próxima segunda (21) e ficam, agora, sem data definida | Foto: Pixabay

Uma deliberação do Comitê de Combate à Covid-19 do estado de Minas Gerais deve atrasar, por pelo menos mais uma semana, o retorno às aulas nas escolas estaduais da região do Triângulo Norte, já que essa subdivisão voltou à categoria vermelha do Plano Minas Consciente. O anúncio foi feito na noite da última quinta-feira (17) e pode ser alterada na próxima semana, já que as reuniões do Comitê acontecem todas as quintas.

 

A notícia de regresso da fase amarela para a vermelha pegou os profissionais de surpresa. Isso porque os aproximadamente 1.180 professores da rede estadual, de turmas do 1º ao 5º ano, retornaram ao trabalho na última segunda-feira (14) como forma de preparativo antes da chegada dos alunos, que estava prevista para a próxima segunda-feira (21).

 

De acordo com a diretora da Superintendência Regional de Ensino (SRE), Onília Borges, o adiamento acontece porque o retorno da região para a categoria vermelha impede que as atividades presenciais nas escolas aconteçam. Por depender das novas deliberações do Comitê Estadual, ainda não existe uma previsão de quando poderá acontecer, de fato, o retorno das aulas presenciais nas escolas estaduais.

 

ONDA AMARELA

Quando tiver o retorno da macro e microrregião de Uberlândia para a Onda Amarela do Minas Consciente, as aulas poderão retornar, conforme o planejamento que já estava finalizado. De acordo com a SRE, a quantidade de alunos por sala vai ser definida por metragem. Para municípios que estejam na Onda Verde ou Amarela, o distanciamento de cada mesa deve ser de 1,5 metros. Segundo a diretora da SRE, a necessidade desse distanciamento vai impactar na quantidade de alunos dentro de cada sala.

 

As aulas serão presenciais, mas também continuarão de forma remota. O aluno que for para a escola em uma semana, ficará em casa na próxima, no formato de ensino híbrido. De acordo com Onília Borges, foi feita uma lista de controle com as escolas para o cumprimento das medidas repassadas pelo Comitê de Combate à Covid-19. Com isso, o retorno só está autorizado nas escolas que atenderem todas as demandas desse controle e se permanecerem fora da Onda Vermelha.

 

Outro ponto que ainda estava sendo estudado pela Superintendência antes de o retorno ser novamente suspenso, é que será necessário avaliar a quantidade de servidores que estarão aptos para o retorno às salas de aula. Caso esse número não supra as necessidades das escolas, a Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEE) autorizou a contratação de novos profissionais. E aqueles que pertençam ao grupo de risco ou tenham comorbidades continuarão no trabalho remoto e serão um ajudante do professor titular com a turma que estiver online.

 
TREINAMENTO

No período em que a data de retomada estava definida foi feito um levantamento e, em um primeiro momento, dos 10.050 alunos matriculados, a média de retorno deveria ser de 50%. Por isso, os professores passaram por um treinamento para alinhar como vai ser feito o acompanhamento das crianças e a nova rotina escolar. 

 

De acordo com a diretora da SRE, esse treinamento que termina nesta sexta-feira (18) não foi perdido. Ele será reaproveitado, caso a região retorne para a Onda Amarela. “No momento em que puder voltar, não vai precisar ser feito outro treinamento, já estaremos prontos para retomar as aulas. A não ser que novas coisas aconteçam e alterem os protocolos”, explicou Onília.

 

De acordo com a superintendência, todos os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) necessários para o retorno foram adquiridos e o Estado liberou também uma verba para que cada escola garanta a compra desse material e faça reparos que sejam necessários para o cumprimento das normas.

 

“O aluno que chegar na escola, por exemplo, sem uma máscara, a escola tem pra oferecer pra ele. Uma janela emperrada, uma porta [com defeito], foi investido mais de R$ 90 milhões para fazer esses pequenos reparos para que haja um retorno seguro, isso é importante para que haja a ventilação cruzada. Tem que ter porta e janela para que o ar circule, tudo isso foi olhado com muito carinho e cuidado”, ressaltou Onília Borges.


 

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