10/02/2021 às 14h37min - Atualizada em 10/02/2021 às 14h37min

Pesquisadores da UFU desenvolvem nova forma de diagnosticar câncer de mama

A intenção é identificar o tumor através do sangue, em um processo menos invasivo, denominado de biópsia líquida

DA REDAÇÃO
Alinne Tatiane Faria Silva é doutoranda da UFU e pesquisa diagnósticos para câncer de mama desde 2012 I Foto: Alexandre Lage
Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) estão desenvolvendo uma nova forma de diagnosticar o câncer de mama. A intenção é identificar o tumor através do sangue, em um processo menos invasivo, denominado de biópsia líquida.

Uma das desenvolvedoras da pesquisa e doutoranda no Programa de Pós-Graduação de Genética e Bioquímica, Alinne Tatiane Faria Silva, explica que no lugar do método tradicional, que é a mamografia, a biópsia líquida coleta um tubo de sangue das pacientes. O material passa por uma centrífuga, que separa as suas partes, e um citômetro de fluxo, que as conta e classifica. Nisso, é possível identificar a presença ou ausência de células tumorais, bem como diferenciar o câncer de mama de um tumor benigno.

“Além de ser mais simples, esse método permite acompanhar a paciente ao longo do tempo. É possível verificar em diversos momentos, em tempo real, se a terapia está sendo eficaz, se o diagnóstico realmente é câncer de mama. E também se está respondendo à quimioterapia”, contou.

O novo tipo de diagnóstico também poderá ajudar em tratamento precoce. “A mortalidade do câncer de mama se dá, principalmente, em decorrência de metástase. Caso consigamos detectar precocemente a presença dessas células na corrente sanguínea e tratar previamente, diminuirá tanto a morbidade quanto a mortalidade dessas pacientes”, afirmou Alinne Faria Silva.

A doutoranda é orientada por Yara Cristina de Paiva Maia, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFU, que a supervisiona desde 2012. A professora do Departamento de Medicina destacou o espírito investigativo da estudante. “Nosso maior objetivo é fazer a diferença na vida das mulheres que sofrem dessa doença e também ajudar a comunidade médica”, concluiu.
 




 
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