29/01/2021 às 12h30min - Atualizada em 29/01/2021 às 12h30min

Motoristas reclamam de más condições da MGC-497

Buracos tomam conta da rodovia, que liga Uberlândia à cidade de Prata

IGOR MARTINS
Foto feita pelo Diário mostra trecho esburacado na saída do Anel Viário Oeste | Foto: Diário de Uberlândia

Buracos, falta de acostamento e má sinalização e iluminação. São várias as queixas de motoristas de Uberlândia que trafegam pela MGC-497, rodovia que liga o município à cidade de Prata. Os problemas citados por cidadãos ouvidos pelo Diário já causaram acidentes e transtornos no trecho recentemente.
 
Uma das reclamações ouvidas pela reportagem foi feita pelo policial uberlandense Ricardo Felipe Pereira Dantas. Em entrevista ao Diário, ele contou que na primeira semana de janeiro sofreu um acidente de moto na pista, quando trafegava rumo à Prata. Segundo o motorista, chovia muito no dia e a quantidade de água na pista o impediu de ver um buraco. Ele perdeu o controle da motocicleta e a roda traseira ficou em uma cratera, derrubando-o no asfalto.
 
“A moto saiu arrastando na pista e a lateral ficou completamente danificada. Ainda bem que eu estava usando roupa de proteção, senão eu poderia ter me machucado ou até coisa pior. Meu capacete arrastou pelo chão e estragou também. O guidom também estragou. A rodovia precisa de manutenção há muito tempo”, detalhou o militar.
 
O prejuízo, conforme disse Dantas, foi grande com os estragos da moto. De acordo com ele, a moto está avaliada em R$ 32 mil pela Tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Depois do acidente, ele levou o veículo à concessionária e o conserto foi avaliado em R$ 35 mil.
 
PERDA TOTAL
O pedreiro Vitor Alves de Oliveira também sofreu um acidente na MGC-497 recentemente. O profissional aceitou um emprego de reforma em uma chácara próxima ao trecho em dezembro. No dia 22, quando voltava para Uberlândia em uma camionete, ele bateu de frente com um caminhão. Por sorte, o motorista trafegava em baixa velocidade e o prejuízo foi apenas material.
 
Oliveira disse que era por volta de 19h e caía uma forte chuva no trecho. Como a rodovia não tem acostamento, ele tentou parar em um posto policial, mas sem sucesso, uma vez que já estava lotado com outros veículos. O pedreiro continuou o trajeto e, pouco depois, aconteceu a batida.
 
“Eu estava dirigindo a camionete a uns 60km/h. Eu vi que um caminhão havia reduzido a velocidade para entrar em uma estrada lateral. O caminhão que vinha atrás não teve como frear. Ele invadiu a pista contrária e batemos de frente. O impacto foi muito forte, até o caminhão estragou bastante, entrou para dentro do mato. Se houvesse acostamento e uma sinalização melhor, isso poderia ser evitado. Infelizmente, tive perda total no veículo”, explicou Vitor.
 
POSICIONAMENTO
O Diário entrou em contato com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), órgão responsável por administrar o sistema rodoviário estadual. Em nota, o DER-MG afirmou que tem monitorado permanentemente os principais corredores estaduais de tráfego e rodovias secundárias de todo o estado, para a execução da manutenção rotineira durante o período chuvoso, que consiste de tapa-buracos, roçada e limpeza da drenagem.
 
O órgão afirmou ainda que já está executando serviços de manutenção na MGC-497, com a realização de operações tapa-buracos e roçada, além da verificação dos acostamentos. Os trabalhos, segundo o DER-MG, começaram em Uberlândia e só devem terminar ao chegar a Prata.
 
Questionado sobre o desgaste da capa asfáltica, o órgão disse que a capa não é recuperada pela manutenção em andamento, e que o serviço necessário à recuperação dela é o de reperfilamento da pista, o que não está contemplado no contrato atual, que permite apenas a operação tapa-buraco.




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