25/12/2020 às 09h54min - Atualizada em 25/12/2020 às 09h54min

Especialista de Uberlândia orienta priorizar dívidas atrasadas com o 13º

Índice de inadimplência na cidade saltou de 2,44%, em 2019, para 3, 29% em 2020

DHIEGO BORGES

O índice de brasileiros endividados atingiu a marca de 66% em novembro. O levantamento, feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), também aponta que 25,7% das famílias têm dívidas em atraso. Em Uberlândia, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o índice de inadimplência saltou de 2,44%, em 2019, para 3,29% em 2020.

Segundo uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), para a maioria dos brasileiros, a pandemia teve forte impacto no orçamento familiar e foi, para 42% dos cidadãos, o principal motivo para o aumento do nível de gastos. De acordo com o levantamento, as principais despesas foram os gastos com supermercado (68%), o aumento de preços de produtos e serviços (49%) e o aumento nos gastos com contas básicas, considerando que 47% das famílias têm passado mais tempo em casa.

Em Uberlândia, um levantamento feito pela consultora de gestão financeira, Georgiane Gontijo de Oliveira, aponta que as despesas de clientes com supermercado, serviço de delivery e energia elétrica, por exemplo, cresceram cerca de 40% neste ano. “Sem dúvidas, a inadimplência aumentou com a pandemia, primeiramente porque Uberlândia tem muitos profissionais liberais, que tiveram sua renda prejudicada, e o custo de vida ficou mais alto pelo fato de as pessoas estarem em casa”, destacou. 

Em entrevista ao Diário, a especialista disse que alguns dos clientes que ela atende relatam um crescimento significativo dos custos, como supermercado. Algumas famílias com até três pessoas, que em fevereiro tinham um gasto em torno de R$ 474,47, viram o gasto subir para R$ 1.082, por exemplo.

Em tempos de orçamento enxuto, o 13º salário, que deve injetar R$ 208,7 bilhões na economia neste fim de ano, pode ser uma alternativa para quitar as pendências financeiras e iniciar 2021 com a conta bancária em dia. Para a especialista ouvida pelo Diário, os consumidores devem tomar cuidado com as compras de Natal e dar prioridade para a regularização das pendências.

 

“A primeira dica é usar o 13º para quitar a dívida por inteiro, lembrando que o recomendado é guardar pelo menos uma das parcelas para as despesas extraordinárias no início de ano, como IPVA, IPTU e material escolar. Para as compras de fim de ano, a indicação é faça uma lista, coloque o nome de quem você precisa presentear e separe pelo menos três opções, assim você já tem o valor em mente de quanto poderá gastar na hora. Evite o parcelamento e dê preferência para o pagamento à vista”, alertou.


A consultora também lembra a importância de fazer uma reserva para situações de emergência. “É sempre bom ter uma reserva e se houver possibilidade investir parte do dinheiro. O ideal seria conseguir poupar pelo menos 30% do salário e direcionar para investimentos diversos”, explicou.  

PESQUISA
De acordo com um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, em parceria com a Offer Wise Pesquisas, 32% dos brasileiros devem utilizar o 13º salário para comprar presentes de Natal e 21% para as comemorações de fim de ano. Segundo o estudo, 26% dos entrevistados que querem presentear no Natal possuem contas em atraso.

O levantamento também mostra que 11% dos entrevistados que fizeram compras no Natal do ano passado admitiram que ficaram negativados ficado por conta das compras natalinas. Destes, 6% continuam endividados e 5% conseguiram limpar o nome. Em média, o valor das dívidas é de R$ 550.




 

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