18/12/2020 às 08h31min - Atualizada em 18/12/2020 às 08h31min

Movimentação nos bastidores para a eleição da Mesa Diretora na Câmara

Votação será após a posse, no dia 1º de janeiro, e sete pré-candidatos buscam apoio dos demais parlamentares

SÍLVIO AZEVEDO

Com o fim dos trabalhos no Legislativo e a diplomação dos vereadores eleitos nas últimas eleições de novembro, o foco agora dentro dos corredores e gabinetes da Câmara Municipal de Uberlândia é a escolha da futura Mesa Diretora da Casa, com votação que acontecerá no dia 1º de janeiro, após a posse dos parlamentares.

Até o momento, sete nomes estão cotados para assumir a presidência da Casa para um mandato de dois anos, 2021/2022. Além de Ronaldo Tannús (PL), que tenta a reeleição - legislação permite por ser em períodos eleitorais diferentes -, estão no páreo Leandro Neves (PSD), Liza Prado (MDB), Eduardo Moraes (PSC), Sgto. Ednaldo (PP), Carrijo (PSDB) e Cláudia Guerra (PDT).

A reportagem entrou em contato com os sete vereadores que buscam a indicação dos demais para assumir o cargo eletivo mais importante da Casa. A caminho do oitavo mandato, Carrijo acredita que a escolha deve ser feita em acordo com os partidos da base e as lideranças políticas.


“Trabalhamos e fizemos uma união entre os 10 vereadores reeleitos e estamos buscando conversar com os demais para intensificarmos a conversa. Vamos procurar todos os vereadores, dando preferência à base, as lideranças partidárias para que possa primeiramente acertar a pretensão da base. E aí sim procurar os demais vereadores”, disse, citando lideranças como o prefeito Odelmo (PP), o Paulo Sérgio (PSD), deputado Luiz Humberto (PSDB), Leonídio Bolsas (MDB) e o ex-deputado Arnaldo Silva (DEM).


Já o Sargento Ednaldo informou que colocou seu nome à disposição para disputar a presidência da Casa por entender estar apto para assumir ao cargo e contribuir para o resgate da credibilidade do Poder Legislativo. “As tratativas estão acontecendo naturalmente, por meio de muito diálogo. No grupo da base, seis vereadores colocaram nomes à disposição, e espero que até a data da eleição possamos chegar a um nome em consenso que irá trabalhar por Uberlândia. Ficarei honrado caso meu nome seja escolhido”.

Liza Prado informou que tem conversado individualmente com todos os parlamentares e que entende que uma Mesa Diretora tem que respeitar a questão partidária, mas de forma uniforme e representativa.

“A Mesa Diretora tem que tentar representar de alguma forma, ver a questão da pluralidade, diversidade e tentar representar o máximo aquilo que todos nós representamos na Câmara, que são as ideologias, valores. Então, quanto mais democrático for, mais representativo. E tem a correlação de forças”.

Sobre a composição de mulheres, Liza acredita que a presidente tem que ser uma mulher, mas que a escolha tem que ser conversada para que a indicação seja a melhor possível para dirigir os trabalhos da Câmara.

“Discutir o que queremos de uma mesa que vai dirigir os trabalhos da Câmara, porque ela tem duas funções: legislativa e administrativa. Que jeito a gente quer que administre uma mesa? Qual o formato de gestão que queremos? Eu tenho uma proposta enorme do espaço democrático da TV para a aproximar a população das comissões”.

Leandro Neves informou que deixou seu nome à disposição para assumir a presidência, mas que a decisão é do Parlamento e que o momento exige que o gestor tenha como prioridade reconstruir a imagem do Poder Legislativo, dentro dos princípios da Governança Pública.

“Através do diálogo chegaremos a um entendimento. É importante destacar que o Grupo da Base acredita muito no trabalho do prefeito, mas é muito claro para nós que a decisão deve sair dos vereadores, nós que fomos eleitos legitimamente pelo povo, cabe a nós tomarmos esta e todas as decisões de competência do Legislativo”.

Já Cláudia Guerra, que compõe um bloco independente, afirmou que uma chapa será formada e em comum acordo entre os outros vereadores sairá o nome de quem será a postulante ao cargo de presidente, e que tem conversado com alguns parlamentares, tanto da base quanto da oposição, e que tem tido uma aceitação das ideias.

“Até o momento conversamos com algumas pessoas que se afinizaram com os valores que queremos propor, independentemente de ser homem ou mulher, mas que estejam alinhados com esses princípios. Mas vou procurar todos, pois precisamos ter uma mesa com a representação desejada pela população ao votar em mulheres e que sejam aquelas com histórico, trajetória de promoção de mulheres”.

Sobre a chapa ser composta somente por mulheres, Cláudia afirmou que não apenas mulheres foram procuradas, mas espera que elas tenham a representatividade que as urnas mostraram ao eleger oito delas para o próximo mandato.

 

“Isso pra nós é claro, em termos de estar na Mesa Diretora e em comissões com poder de decisão e não para ser bucha de canhão ou só mediadora de interesses outros, pois o interesse maior e de onde o poder emana, que é, especialmente, da população menos favorecida. Então é nessa linha. Agora é conversar com todos. A princípio nós temos uma chapa que dará não só visibilidade a esses princípios e valores, mas também com possibilidade, em um segundo momento, de negociar espaço, pois sabemos que a maioria das pessoas estão vinculadas com o prefeito”.


Buscando a reeleição, Ronaldo Tannús informou que tem o interesse e que as tratativas ainda estão acontecendo, mas não tem nada acertado. Já Eduardo Moraes afirmou ter colocado o nome à disposição, mas quem vai decidir é a Casa. “Acho muito cedo pra falar sobre assunto, e que a Casa vai entrar em consenso tomando a melhor decisão em breve. Mais meu nome está à disposição sim”.

O texto foi atualizado às 8h23 do dia 21/12/2020.



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