18/11/2020 às 12h13min - Atualizada em 18/11/2020 às 12h13min

Alunos cientistas da Eseba criam aplicativo para auxiliar professores da educação básica

Equipe composta por estudantes do 8º e 9º ano ganhou prêmio nacional; plataforma pretende ajudar discentes em tarefas básicas do dia a dia

BRUNA MERLIN
Todo o projeto foi desenvolvimento de forma retoma devido à pandemia do novo coronavírus | Foto: Arquivo Pessoal
Três jovens alunos da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia (Eseba/UFU) levaram o nome da cidade à Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic). Felipe Davi de Souza, Isabella Bernardes Freitas e Davi Dias Santiago foram reconhecidos nacionalmente por um projeto científico de inteligência artificial que promete auxiliar professores da educação básica. 

O projeto surgiu em fevereiro deste ano e foi desenvolvido em meio à pandemia do novo coronavírus de forma online. O planejamento contou com o apoio do orientador Ezequias Cardozo da Cunha Junior, que é professor de ciências e mestrando da UFU. 

Após diversas pesquisas, os pequenos cientistas, que estão no 8º e 9º ano, chegaram à conclusão de que os professores precisavam ser recompensados por causa do excesso de trabalho. “Estudam mostram que os educadores brasileiros são os que mais trabalham e os que menos recebemos por esse esforço. Já estava na hora de aplicar a tecnologia para ajudá-los”, ressaltou Ezequias.

A partir daí, os alunos junto ao orientador criaram o aplicativo AISLA, que tem como objetivo auxiliar os professores em tarefas básicas do cotidiano. Entre as funções estão: registrar a frequência de estudantes (realizar a chamada), avaliar os conteúdos registrados nos cadernos dos discentes, corrigir provas, além de registrar as interações e dúvidas dos estudantes durante a aula. 

“São tarefas que ocupam muito tempo dos discentes e a plataforma vem para diminuir isso e oferecer uma ajuda de forma mais prática e rápida”, complementou o orientador. 

O projeto ainda está em fase de desenvolvimento do protótipo que inicialmente será testado em salas da Eseba/UFU. Em seguida, professores de todo o país poderão ter acesso ao aplicativo.

CRESCIMENTO CIENTÍFICO
O envolvimento de crianças e adolescentes em projetos científicos promove crescimento pessoal e intelectual, assim como abre oportunidades para os pequenos. 

Uma das desenvolvedoras do projeto AISLA, Isabella Bernardes Freitas de 14 anos, nem sabia que gostava tanto assim de ciência até ter o primeiro contato na Eseba. Para ela, os projetos científicos eram coisas complexas e criados somente por pessoas muito inteligentes.

“Eu tinha essa ideia na minha cabeça de que esse mundo não era pra mim. Mas, depois de conhecer melhor e praticar, eu não quero mais largar e quero investir para o meu futuro”, destacou ela. 

Com apenas 14 anos, o garoto Davi Dias Santiago, que também faz parte do time que criou o aplicativo, pretende investir na área de ciências para escolher uma faculdade e profissão futuramente. Ele defende a importância de incentivar as crianças e adolescentes a conhecerem a tecnologia e a ciência logo cedo.

“É muito gratificante ver que nosso projeto vai poder ajudar pessoas do país todo. Com certeza quero continuar nessa área porque ela é capaz de revolucionar muitas coisas”, disse o aluno da Eseba.

Para o membro mais novo da equipe, Felipe Davi de Souza, de 13 anos, a oportunidade de poder projetar algo que fará diferença na vida de outras pessoas e de ser reconhecido nacionalmente foi uma conquista muito grande e uma experiência única. “Foi a primeira vez que tive contato com um projeto científico e eu nunca pensei que poderia chegar onde chegou. É muito satisfatório e com certeza nos traz mais animação para poder continuar”, concluiu. 

FEBIC
A Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic) é considerada uma das maiores feiras científicas do país. O objetivo é estimular a iniciação de jovens cientistas, reconhecendo as contribuições de crianças e jovens para a ciência.

A edição de 2020 da Febic ocorreu de modo virtual. A premiação analisou pesquisas de jovens cientistas do país inteiro e ofereceu prêmios para os três melhores colocados em cada área. A equipe composta pelo orientador Ezequias e os alunos da Eseba/UFU conseguiram o segundo lugar. 



 

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