10/09/2020 às 19h06min - Atualizada em 10/09/2020 às 19h06min

Prefeito diz que entrará com ação judicial contra o programa Minas Consciente

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Odelmo Leão pede retorno de Uberlândia à onda amarela

DA REDAÇÃO

O prefeito Odelmo Leão anunciou, no início da noite desta quinta-feira (10), que entrará com uma ação judicial contra o programa Minas Consciente, após a macrorregião do Triângulo Norte, em que Uberlândia está inserida, ter entrado na onda vermelha. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o chefe do Executivo afirma não concordar com os cálculos feitos pelo Comitê Extraordinário Covid-19 do Estado.

Segundo Leão, o programa estadual, que busca auxiliar os municípios mineiros na retomada da economia, precisa manter os critérios de avaliação com relação à incidência de casos nas cidades do estado. Em sua fala, o prefeito disse que a incidência de casos em Uberlândia no dia 31 de agosto era de 232 para cada 100 mil habitantes. Já em 7 de setembro, o número subiu para 250 para cada 100 mil habitantes. O chefe do Executivo alegou que o crescimento, neste caso, foi em torno de 7,3%, e não 16%, conforme o índice divulgado pelo Governo de Minas Gerais.

Ainda de acordo com Odelmo Leão, a positividade do período citado é de 34,7%. O resultado do índice disponibilizado no site do Minas Consciente aponta que a taxa entre 31 de agosto e 7 de setembro foi de 54%. Na opinião do prefeito, isto aconteceu devido ao fato de o programa estadual ter considerado apenas os exames de RT-PCR.

Leão disse que entre 9 de agosto e 12 de setembro, cerca de 14.191 testes foram realizados em Uberlândia. "Sabe qual é a média [dos exames]? 34,2%. Não é 54%. Está errado. Não podemos concordar com isso. Nesta semana, tornou a repetir os mesmos indicadores, 33%. A instrução do Ministério da Saúde manda considerar todos os testes realizados, não é só o PCR. O estado tem que reconsiderar essa análise", disse.

A estimativa feita pelo prefeito é de que o município testa, semanalmente, aproximadamente 6 mil pessoas. Ainda em seu pronunciamento, Odelmo citou a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na macrorregião. Em 2 de setembro, 81% dos leitos estavam ocupados, o que segundo o prefeito significa 4,8 leitos para cada 100 mil habitantes. Nesta semana, o levantamento aponta que a média de ocupação ficou em torno de 73%, girando em torno de 6,9 leitos para cada 100 mil habitantes.

"Não há porque o Minas Consciente dizer que estamos na faixa vermelha. Estou entrando com essa ação judicial para que isso seja revisto para nós permanecermos na faixa amarela. A cada semana é um critério? Ou o critério é único? Vamos manter o critério que está estabelecido e aquilo que preconiza o Ministério da Saúde. Então vamos fazer os cálculos corretamente, para que a gente possa cumprir com regras rigorosas, mas que a cidade não seja prejudicada", falou Odelmo Leão.

ONDA VERMELHA

A macrorregião do Triângulo Norte, em que Uberlândia está inserida pelo programa Minas Consciente, regrediu para a onda vermelha. A decisão foi tomada nesta terça-feira (8), e divulgada nesta quarta (9), após uma reunião feita pelo Grupo Executivo do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, que levou em consideração o aumento no número de casos de Covid-19 na macrorregião como um dos fatores determinantes.

A mudança vale a partir deste sábado (12) e a onda vermelha, a mais restrita de todas, permite a abertura dos seguintes serviços:


- Supermercados, padarias, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência;
- Bares (somente para delivery ou retirada no balcão);
- Açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros;
- Serviços de ambulantes de alimentação;
- Farmácias, drogarias, lojas de cosméticos, lavanderias, pet shop;
- Bancos, casas lotéricas, cooperativas de crédito;
- Vigilância e segurança privada;
- Serviços de reparo e manutenção;
- Lojas de informática e aparelhos de comunicação;
- Hotéis, motéis, campings, alojamentos e pensões;
- Construção civil e obras de infraestrutura;
- Comércio de veículos, peças e acessórios automotores.

* ERRATA: Ao apresentar dados sobre a taxa de ocupação de leitos de UTI, o prefeito Odelmo Leão se referia à macrorregião Triângulo Norte e não apenas ao município de Uberlândia. O texto foi corrigido às 10h18 desta sexta-feira (11).  


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