10/09/2020 às 12h19min - Atualizada em 10/09/2020 às 12h19min

Projetos socioculturais de Uberlândia se reinventam na pandemia

Iniciativas ampliam o acesso a conteúdos educativos e culturais pela internet

DA REDAÇÃO
Através do projeto CineOLHAR, os participantes têm acesso exclusivo e gratuito às oficinas semanais regulares de audiovisual online | Foto: Divulgação
Em Uberlândia, alguns projetos sociais de formação em arte e educação precisaram se reinventar durante o momento de isolamento social, causado pela Covid-19. Seja no audiovisual, na música ou na literatura, o objetivo principal destas iniciativas é de seguir levando cultura, educação e conhecimento, como se a pandemia nunca tivesse acontecido.

O EMCANTAR Social, por exemplo, atravessa um momento ímpar em sua história. Há 23 anos trabalhando diretamente com crianças e adolescentes em oficinas de música, teatro, literatura de maneira presencial, todos os planos elaborados para 2020 precisaram ser repensados, uma tarefa desafiadora, de acordo com o fundador da companhia, Marco Aurélio Querubim.

“Nós estamos construindo nossa terceira década de trabalho no terceiro setor no Brasil, com a missão de levar arte, cultura e educação para as pessoas. Nunca foi fácil. Atravessamos muitas fases para chegar até aqui e pretendemos passar por mais este desafio com fé e dedicação, no intuito de levar o melhor para as pessoas”, disse.

Ana Lopez, coordenadora do EMCANTAR Social, contou que foi necessário um período de incubação para a reinvenção digital do seu maior projeto social de 2020, que atenderá centenas de participantes, agora de forma online.

“Como base para a estratégia de reinvenção das ações, realizamos uma cuidadosa pesquisa com o público para delinear o melhor formato para as oficinas através da internet”, explicou Lopez.

Desta forma, de agosto a dezembro, serão oferecidas oficinas semanais regulares pela internet, com conteúdo exclusivo através do projeto “Manutenção EMCANTAR”. Além disso, vídeos com conteúdos complementares, lives conduzidas por educadoras e lives artísticas também estarão disponíveis no YouTube oficial da companhia cultural, ampliando o acesso a conteúdos que terão como base a metodologia educacional desenvolvida pelo grupo.

“Estamos passando por uma imersão na tecnologia para transformar tudo o que fazíamos presencialmente em conteúdo digital. É um desafio, é uma nova forma, e estamos muito empenhados. No final do ano, vamos conferir o resultado produzido pelos próprios participantes do projeto”, relatou Marco Aurélio Querubim.

CINEOLHAR
A mesma realidade tem sido vivenciada pela cineasta Aline Miguel, que também desenvolve trabalhos de formação em cinema com crianças e adolescentes de Uberlândia. Segundo ela, o desafio tem sido grande, mas nem tanto quando o assunto é vídeo.
“No caso do CineOLHAR, já trabalhamos com o digital, estamos sempre em contato com a tecnologia e enfatizando a importância de saber manipulá-la. Assim, acredito que nunca foi tão importante oportunidades como esta que as crianças estão tendo, de aprender com prazer a mexer nas ferramentas de vídeo, áudio e internet”, comentou Aline.

Através do projeto CineOLHAR, os participantes têm acesso exclusivo e gratuito às oficinas semanais regulares de audiovisual online até dezembro, além de workshops sobre gêneros do audiovisual com profissionais da área. Os workshops serão estendidos ao público em geral que se interessar pelo assunto e estarão disponíveis no canal do YouTube da iniciativa, bem como os vídeos produzidos pelos próprios participantes do projeto, que serão desenvolvidos ao longo do semestre no processo de formação em cinema.

DEDO DE VERSO
Projeto de formação em criação e performance literária, o Dedo de Verso tem como intuito estimular a perspectiva da literatura como linguagem artística universal que possa ser exercida por todos. Na perspectiva da palavra falada ou cantada, a iniciativa aponta para a transversalidade artística, promovendo diálogos com as linguagens teatral e musical.

Um de seus educadores Rafael Michalichem disse que, por causa da pandemia e do processo de distanciamento social, os objetivos do projeto foram ampliados e agora a proposta terá como resultado um álbum musical.

“Os participantes também estão tendo oficinas semanais regulares através da internet, acesso a vídeos complementares e workshops com escritores e arte-educadores. A partir destas experiências, produzirão coletivamente poemas e canções em formato de álbum musical que ao final estará disponível para quem quiser ouvir nas plataformas digitais de áudio”, explicou.

COMO PARTICIPAR?
Ainda há vagas disponíveis para participar das oficinas. Para mais informações e inscrições, basta entrar em contato através do telefone do Programa Transforma (34) 3216-6146 ou pelo email [email protected]



 
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