06/12/2019 às 17h16min - Atualizada em 06/12/2019 às 18h58min

Pedidos de cassação contra Wilson e Juliano são protocolados na Câmara de Uberlândia

Processos devem ser lidos na sessão ordinária de segunda-feira (9); Wilson Pinheiro e Juliano Modesto foram denunciados na operação O Poderoso Chefão

VINÍCIUS LEMOS
Mesa Diretora diz que pelo menos o pedido em relação a Modesto será lido e votado na (9) | Foto: CMU/Divulgação
Dois novos pedidos de cassação de mandatos de vereadores presos foram protocolados na Câmara Municipal de Uberlândia, dessa vez contra Juliano Modesto (afastado do SD) e Wilson Pinheiro (PP). Foi garantido pela Mesa Diretora que pelo menos o de Modesto será lido e votado pelos legisladores na sessão ordinária de segunda-feira (9). Sobre o pedido contra Pinheiro, a presidência da casa disse não ter sido notificada sobre a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) de que o vereador pode se manter no exercício do mandato.

A cassação de Modesto foi pedida ao Legislativo local na quinta-feira (5) e assinada pelo comerciante Élcio Luís da Silva. Ele cita as denúncias que levaram à prisão do vereador na operação O Poderoso Chefão, além de outras apurações feitas pelo Ministério Público Estadual. “Os relatórios aqui anexados (pedido de cassação) demonstram graves indícios de irregularidades no uso da verba indenizatória por parte do denunciado”, diz o texto de pedido. O autor ainda lembrou que Modesto está detido sob suspeita de compor uma organização criminosa cujo propósito seria desviar dinheiro público.

Ao mesmo tempo, na manhã desta sexta-feira (6), o movimento “Não Cruze os Braços, o Brasil é Nosso”, pediu oficialmente a cassação de Wilson Pinheiro no Legislativo. Os motivos apresentados foram também os mesmos que levaram Pinheiro à prisão, na operação O Poderoso Chefão.

À frente do movimento em Uberlândia, Lauro Belquior assinou a denúncia e afirmou que junto elaborou o documento em posição a cobranças. “Tenho recebido diversas cobranças de qual é o nosso posicionamento diante ao que está acontecendo. No Brasil inteiro vários vereadores e deputados exercem suas funções com tornozeleira eletrônica e não queremos essa vergonha para Uberlândia. Por isso tomamos essa iniciativa”, afirmou. Ele teve apoio do Movimento Brasil Livre (MBL). “Temos que dar uma resposta social. Não estamos fazendo julgamentos, o que queremos é que haja transparência. Ele (Wilson Pinheiro) vai ter direito a ampla defesa”, disse o coordenador do MBL em Uberlândia, Pedro Cherulli.
 
Leitura e votação
Durante a sessão na Câmara desta sexta, o presidente Hélio Ferraz - Baiano (PSDB) garantiu a leitura e votação do pedido contra Modesto na sessão de segunda-feira. Ela ainda não tinha conhecimento do pedido contra Pinheiro, o qual foi protocolado enquanto ele presidia a reunião. No entanto, é esperado que também haja o mesmo procedimento com relação às duas denúncias oferecidas. “Nós iremos tomar todos os procedimentos legais, principalmente a processos que chegam a essa casa, e irei cumprir a Lei Federal, no cumprimento de 24 horas, assim que chegar a essa casa qualquer denúncia, estarei fazendo a leitura na mesa diretora”, disse Baiano.
 
Decisão do TJ
Sobre a decisão da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais desta quinta, que manteve a prisão com uso de tornozeleira de Wilson Pinheiro, mas devolveu os direitos do mandato do vereador, o presidente da Câmara disse que não recebeu qualquer notificação. Mas observou que assim que tiver a ordem ele fará a restituição do cargo.

Empossado no dia 2, o suplente de Pinheiro, Sargento Ednaldo, disse que já imaginava que poderia ter que deixar a cadeira, uma vez que o processo do vereador estava sendo discutido na Justiça. “Estou tranquilo. Se for notificado hoje para deixar o gabinete assim o farei. Devo ficar à frente da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Triângulo Mineiro”, afirmou.

 



 
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