30/11/2019 às 08h20min - Atualizada em 30/11/2019 às 08h20min

Acidentes domésticos são 40% dos atendimentos em Uberlândia

Cuidados de segurança devem ser tomados mesmo com os mais simples afazeres

NILSON BRAZ
Na tentativa de economizar, ou poupar tempo, muita gente se arrisca em algumas tarefas e atividades domésticas que podem oferecer risco à saúde e à vida dessas pessoas. Ainda neste mês, foi de grande notoriedade o acidente doméstico que levou à morte do apresentador de TV Gugu Liberato, que caiu de uma altura de aproximadamente 4 metros, quando tentava trocar o filtro do ar condicionado da casa onde morava em Orlando, nos Estados Unidos.

De acordo com o coordenador da equipe de enfermagem de uma empresa especializada em emergências médicas de Uberlândia, Hebert Oliveira, ocorrência deste tipo, como quedas de escadas, janelas e até de camas, representa o maior volume dos atendimentos médicos realizados no país. 

“Como trabalho em empresa privada, a quantidade de chamados é menor [comparando com os bombeiros, por exemplo], mas 40% dos traumas que atendemos envolve acidente doméstico, ou erro, algo semelhante a um acidente de trabalho, onde a pessoa ignora o uso de equipamentos de segurança”, disse. Número que se aproxima do divulgado pelo Ministério da Saúde, que aponta que 38% dos traumas atendidos nas unidades de saúde, são originados em acidentes domésticos.

O publicitário Gustavo Freitas é um exemplo. Ele precisou trocar uma lâmpada em casa e utilizou um banco para dar a altura necessária. Mas o banco, que tinha o tampo de madeira e espuma, cedeu e ele ficou com a perna presa na estrutura de metal. “Na hora eu consegui jogar o meu corpo para a frente, para não quebrar a perna, mas machuquei, bati o rosto, minha perna ficou com um buraco na hora, mas por sorte não quebrou”, comentou o publicitário.

Ele foi socorrido pelo irmão e levado para o hospital, foi medicado e não teve consequências graves. Mas de acordo com Hebert Oliveira, é preciso ter sempre cuidado. “Por estar no ambiente doméstico, as pessoas se tranquilizam, pois já conhecem o território. Esse relaxamento faz com que as medidas de segurança sejam esquecidas, e é nessa hora que os acidentes mais acontecem”, comentou.

Ele explica ainda que medidas simples podem evitar que este tipo de acidente aconteça, como por exemplo evitar subir em escadas ou telhados sem estar devidamente protegido, evitar adornos e tapetes na casa, ter atenção em ambientes que ofereçam risco de queda, manter corredores iluminados durante o dia e à noite e até mesmo instalar piso antiderrapante e barras de apoio nos banheiros, principalmente em casas com idosos.

“Se ocorrer algum acidente, é relevante que todos mantenham a calma, procedam com os primeiros socorros e imediatamente liguem para o serviço de emergência. No caso de quedas, por exemplo, tentar imobilizar a vítima até que o atendimento de urgência chegue ao local é o mais indicado. O atendimento rápido e profissional garante menor risco de agravamento do quadro e melhor recuperação do paciente”, disse Oliveira.






 
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