28/11/2019 às 14h23min - Atualizada em 28/11/2019 às 14h23min

Concurso de redação incentiva escrita e leitura nas escolas de Uberlândia

Segunda edição selecionou 75 alunos de 16 escolas da rede pública municipal

NILSON BRAZ
Roger Dantas com parte dos alunos premiados durante solenidade na Câmara Municipal | Foto: CMU/Divulgação
Alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de escolas municipais receberam nesta quarta-feira (27) o certificado do 2º Concurso Anual de Redação "Todo Cidadão tem que ler e escrever". Uma iniciativa que surgiu a partir de um projeto de lei de autoria do vereador Roger Dantas (Patriota), que tem como finalidade incentivar a leitura e a escrita de crianças e adolescentes. Além dos certificados, os estudantes que tiveram as redações mais bem avaliadas receberam premiações. Foram 75 alunos selecionados em 16 escolas municipais, com o auxílio de 33 professores orientadores.

Neste segundo ano do concurso, o tema escolhido foi “O Brasil que eu sonho para o futuro”, e os alunos foram separados em duas categorias. Estudantes do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental fariam redações com textos narrativos e os do 8º e 9º ano, textos dissertativos. As redações passaram pela avaliação de professores de português de duas faculdades particulares de Uberlândia e os três alunos, de cada categoria, que tiveram o melhor desempenho receberam premiações. Os primeiros colocados ganharam um notebook, os que ficaram em segundo lugar, um tablete, e os terceiros colocados ganharam um celular. Toda premiação foi doada pela iniciativa privada.

Ana Júlia Silva, aluna do 7º ano da Escola Municipal Professor Eurico Silva, foi a primeira colocada na categoria de redação com texto narrativo. Ela escolheu falar sobre sistema carcerário e acredita que o concurso é um incentivo para que os alunos pesquisem, se esforcem mais para ler e escrever. “Eu pesquisei temas e esse foi o que achei mais interessante, que eu saberia e gostaria mais de falar. Fiz algumas pesquisas, dei uma estudada antes de escrever. Pretendo fazer Enem, vestibular, tudo que eu quero é me dar bem. Vamos escrevendo por aí e ver no que dá quando chegar lá”.

Quem orientou a Ana Júlia foi o professor Diêgo Resende Martins. Ele dá aulas de ciência no colégio, mas se propôs a orientar os alunos, porque acredita que a leitura e a escrita precisam ser valorizadas e incentivadas em qualquer área. “Eu entendo que o meu conteúdo, apesar de não ser de língua portuguesa e nem de literatura, eu preciso disso, porque um texto precisa ser compreendido pelos alunos. Mesmo sendo um texto da minha área, que é de biológicas. Tento sempre trabalhar a produção e a interpretação de texto com meus alunos, é interdisciplinar”, disse o professor.

Ele contou ainda que o concurso, por ser algo fora da rotina das salas de aula, faz com que os estudantes sejam instigados. “Redação e produção de texto é trabalhado continuamente no dia a dia da escola, mas o concurso deu uma movimentada, uma incentivada a mais nos meninos. Foi um processo de dois meses para ser concluído, houve uma seleção interna na escola e foi muito produtivo. A escola toda se envolveu, os alunos ficaram muito empolgados”.

Roger Dantas, autor do projeto de lei, disse que o concurso trabalha para o desenvolvimento do Brasil. “Se nós queremos um país mais desenvolvido, um país mais rico, nós temos que ter um país rico em pessoas. E pra que nós possamos ter essa riqueza nas pessoas, nós temos que trazer mais conteúdo. E é na educação de base que é preciso incentivar e valorizar”.






 

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