25/11/2019 às 19h05min - Atualizada em 25/11/2019 às 19h05min

MP ajuíza ação contra Tim e Claro após falha em ligações para o 190 de Uberlândia

Chamadas eram transferidas para PM de Patos de Minas; texto pede indenização de R$ 10 milhões

GIOVANNA TEDESCHI
Chamadas não eram direcionadas ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de Uberlândia | Foto: arquivo Diário de Uberlândia

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou uma ação contra as operadoras de telefonia Tim e Claro após falhas no tridígito 190. De acordo com o texto, as ligações feitas ao serviço de emergência da Polícia Militar (PM) de Uberlândia eram direcionadas à sede da corporação em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O erro ocorreu entre o dia 1º e 13 de agosto de 2018.


A Claro presta serviços de telecomunicações para a PM, mas o direcionamento para o centro de atendimento equivocado decorria de ligações efetuadas por celulares da operadora Tim. Por isso, ambas estão envolvidas na ação.

Conforme o processo, durante o período apontado, a polícia de Patos de Minas recebia cerca de 40 ligações erradas diariamente. Entre as ocorrências, estão roubos a veículos e a residências, furtos e acidentes de trânsito. Em um caso específico, uma vítima foi rendida por dois suspeitos armados e teve o carro roubado.

“A atuação imediata da PM poderia ter minimizado os prejuízos patrimoniais advindos do crime, bem como possibilitado a flagrância e prisão dos autores”, diz um trecho do documento de autoria do promotor de Justiça Fernando Martins.

Na ação, o Ministério Público pede que os consumidores prejudicados recebam uma indenização de R$ 10 milhões. Solicitou também que as operadoras não transfiram incorretamente as ligações direcionadas à Polícia Militar de Uberlândia, sob a pena de multa diária de R$ 50 mil. 
 
O Diário entrou em contato com as duas operadoras para uma posição sobre o assunto. A Tim informou que ainda não foi formalmente intimada da nova ação judicial, mas esclarece que prestou as devidas informações sobre o ocorrido, no âmbito do processo administrativo, que tramitou perante o Ministério Público. Tão logo seja intimida da nova ação, apresentará a defesa. A Claro não se manifestou. 

* O texto foi atualizado às 13h19 desta terça-feira (26). 

 




 

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