16/11/2019 às 09h22min - Atualizada em 16/11/2019 às 13h39min

Ex-servidora envolvida em esquema ilegal com construtoras é presa em Uberlândia

Regilda Célia Siqueira foi presa na noite desta sexta (15) durante abordagem da PM; denúncia foi noticiada pelo Fantástico

DA REDAÇÃO
Engenheira foi encaminhada para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil e, posteriormente, seria levada para o Presídio Professor Jacy de Assis | Foto: Reprodução/Internet
Regilda Célia Siqueira de 54 anos, ex-servidora da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplan), foi presa na noite desta sexta-feira (15) em Uberlândia. Ela é investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por facilitar e usar laranjas para a aprovação de projetos de grandes construtoras da cidade

A prisão ocorreu por volta das 22h59, na avenida João Naves de Ávila. De acordo com a ocorrência registrada pela Polícia Militar (PM), Regilda foi encontrada pelos militares dentro de um carro estacionado na via em atitude suspeita. A engenheira foi encaminhada para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil e, posteriormente, seria levada para o Presídio Professor Jacy de Assis. 

Após a decretação da prisão, o Diário recebeu a informação de que o mandado de prisão preventiva seria cumprido em uma academia da cidade, na última quinta-feira (14). Contudo, ela não foi encontrada no local e já era considerada foragida. A reportagem não localizou a defesa da mesma para se manifestar sobre a situação. 

Siqueira é investigada junto ao arquiteto Guilherme Mota por oferecer serviços de consultoria e facilitação de aprovação de processo a grandes companhias do ramo da construção civil através da empresa RCS Empreendimentos e Consultoria LTDA, usando outros profissionais como laranjas para assinarem os projetos. Ao menos quatro já foram identificados, até o momento, e também responderão pelos crimes de falsidade ideológica. A denúncia foi noticiada pelo Fantástico no dia 10 de novembro.  

Segundo apurado, foram movimentados mais de R$ 15 milhões, conforme indicado com a quebra do sigilo bancário de Regilda Siqueira.  Além da engenheira e do arquiteto, foram denunciados os ex-servidores da Seplan Débora de Araújo e Moisés de Lima. As investigações apontam que os esquemas tiveram início em 2015, durante a gestão de Gilmar Machado (PT), e encerram em 2018, já sob a gestão de Odelmo Leão (PP). 

Diante das denúncias, uma recomendação do MPE foi feita ao município para que os processos administrativos de loteamento e incorporação de imóveis sejam publicados no portal da transparência para que não haja aceleramento de projetos e que a ordem de chegada seja respeitada.  
 
INVESTIGAÇÕES
Os promotores não informaram quais são as construtoras envolvidas no esquema e quantas fizeram parte pagando de propina aos servidores. A reportagem do Fantástico citou o quantitativo de pelo menos 74 empresas.
Segundo o MPE, as audiências para eventuais acordos de leniência com as construtoras investigadas começarão a ser feitas a partir da próxima quinta-feira (21), com a Elglobal, a fim de contribuir com os trabalhos de apuração.


Em relação ao arquiteto Guilherme Mota ainda não foi pedido a decretação da prisão do mesmo. Ainda de acordo com o MPE, as investigações continuam para identificar outras pessoas envolvidas no esquema.


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