18/07/2019 às 14h15min - Atualizada em 18/07/2019 às 17h46min

​Empresário de Uberlândia investigado por tráfico e lavagem de dinheiro é preso

Prisão ocorreu em Ribeirão Preto; ele abandonou mansão em condomínio de luxo após ser alvo de investigações do Gaeco

CAROLINE ALEIXO
Casa de luxo foi avaliada em mais de R$ 3 milhões em condomínio na zona sul de Uberlândia | Foto: TV Paranaíba/Reprodução
O empresário F. E. L foi preso nesta quinta-feira (18), em Ribeirão Preto (SP), por tráfico de drogas. Ele é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia desde 2016 também pelo crime de lavagem de dinheiro e ligação com os policiais civis denunciados na Operação “Serendipe”. A reportagem não conseguiu localizar  a defesa do suspeito.

A prisão ocorreu durante a manhã pela Polícia Militar do interior de São Paulo e contou com o apoio do Gaeco em Ribeirão Preto. Na época em que foi deflagrada a operação, o investigado abandonou a residência avaliada em mais de R$ 3 milhões, onde morava com a família em um condomínio de luxo na zona sul de Uberlândia, e não foi encontrado desde então.

As investigações do Ministério Público Estadual (MPE) concluíram que o empresário foi o mandante de um roubo de 160kg de pasta base de cocaína, que ocorreu em Uberlândia em 2015, e contou ainda com a participação de outros traficantes e policiais já denunciados pelo crime.

O promotor de Justiça e coordenador do Gaeco de Uberlândia, Daniel Martinez, esclareceu que a dificuldade em localizá-lo ocorreu em virtude de não haver bens em seu nome.

“Ele foi o autor intelectual desse roubo e pedimos a prisão, que foi decretada recentemente. Encontrá-lo demandou muito trabalho porque não tem nada no nome dele, está tudo em nome de terceiros”.

Com ele foram apreendidos documentos e três carros de passeio em nome de pessoas físicas e jurídicas.  Dois dos veículos foram registrados como sendo locadoras de veículos endereçadas em apartamentos, comprovando se tratarem de empresas de fachada.

Ele ainda é suspeito de ter envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O preso e o material apreendido serão trazidos para Uberlândia.

LAVAGEM DE DINHEIRO
A operação Serendipe, deflagrada em 2016, resultou na prisão de policiais civis por crime de extorsão, corrupção, tráfico, lavagem de dinheiro entre outros.

Um mandado de busca e apreensão chegou a ser cumprido na casa de luxo do empresário durante a operação Serendipe, sendo recolhidos documentos e computadores.  Ainda durante os desdobramentos da operação, foi apreendido um documento de um caminhão avaliado em R$ 180 mil na casa de um dos denunciados e que estava registrado no nome do empresário.

O empresário não chegou a ser denunciado, mas a apuração inicial do Ministério Público indicou que ele mantinha em Uberlândia bens de alto valor e atividades como criação de cães e cavalos de raça.

A partir da prisão e das apreensões nesta quinta-feira, o Gaeco espera concluir também as investigações pelo crime de lavagem de dinheiro.

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