14/07/2019 às 08h00min - Atualizada em 14/07/2019 às 08h00min

Guga entrega selo de excelência em evento nacional no Praia Clube

O tricampeão de Roland Garros reafirma a importância da rede de escola que leva seu nome

EDER SOARES
Foto: Celso Ribeiro/Studio Elos

Neste domingo (14) acontece na Inglaterra final masculina do Torneio de Wimbledon, um dos templos do tênis mundial. Aproveitando este viés, o Diário de Uberlândia traz hoje uma matéria com o sempre alegre e simpático tricampeão de Roland Garros (França) Gustavo Kuerten. Guga esteve em Uberlândia nesta semana para participar da sétima edição do Encontro Nacional Escola Guga (ENEG) que reuniu 150 pessoas das 52 unidades franqueadas em operação no Brasil. Com encerramento das atividades ontem, foram completos três dias voltados para desenvolver ações simultâneas para gestores e educadores, com foco em gestão, e no aprimoramento das técnicas de tênis e Beach Tennis, nas quadras do Praia Clube que sediou o evento. 

No encontro com os participantes, Guga enfatizou a importância do trabalho que está sendo realizado pela Escola Guga que está quebrando paradigmas “Nosso papel nas franquias vai muito além do que a capacidade de ensinar a jogar tênis, porque quem entra numa quadra de tênis sai feliz. Nossa função é usar o esporte e a educação para estimular as pessoas”, disse.

Durante o evento, Guga ainda frisou a importância do empenho das unidades em trabalhar com os alunos.  “O esporte é um caminho, um projeto de vida muito interessante. É importante frisar que nessa iniciativa a ideia além de formar jogadores, atletas competitivos é também desenvolver educação, bem-estar, qualidade de vida para a grande maioria das pessoas e investir muito nos nossos professores”.  

Antes do bate-papo com os gestores e educadores, Guga ainda atendeu as crianças que frequentam as aulas na Escola Guga no Praia Clube, clube que atualmente é uma das referências no Brasil em relação ao apoio ao tênis. Ele participou ainda participou de um jantar do anúncio das franquias que se destacaram ao longo do ano. O tricampeão entregou o Selo de Excelência para as unidades Astel Florianópolis e Brusque, que obtiveram notas acima da média definida pela Guga Kuerten Franquias, empresa responsável pela gestão da Escola Guga. 

“Essa edição do ENEG confirmou que estamos prontos metodologicamente, com maturidade na gestão, para replicar esse projeto de sucesso em todas as cidades brasileiras”, afirmou Bruno Raupp Vieira, diretor da Guga Kuerten Franquias que pretende acelerar o plano de expansão da rede Escola Guga no país.  
 
Guga, que visitou Uberlândia pela primeira vez, afirmou ter ficado espantado com tamanho potencial esportivo do Praia Clube e de Uberlândia. “É um clube lindo, com um potencial fantástico, bem como Uberlândia como toda estrutura para o esporte paralímpico. Saio com um aprendizado grande e mais preparado ainda para tocar os projetos que beneficiem a formação e inclusão de pessoas”, disse o Manezinho de Floripa.

O ex-tenista fez questão de destacar os competidores mineiros que estão fazendo sucesso pelo mundo, casos de Marcelo Melo e Bruno Soares. “Hoje falar do tênis mineiro é abordar o tênis brasileiro por completo. O Bruno e o Marcelo são protagonistas do esporte mundo a fora e grandes ídolos no universo do tênis. Hoje elevam o calibre do nosso tênis, é claro que precisamos crescer pois ainda estamos fechados em Minas Gerais, São Paulo, principalmente. O Rio Grande do Sul deu uma diminuída, mas vamos trazer de novo aquela tradição e chegar ao norte e nordeste. Chegamos a Tocantins e é dessa forma que precisamos encarar o esporte, com profissionalismo e educação para depois, em questão de tempo, ver o resultado. Não tem como ficar parado e esperar que as coisas aconteçam”, afirmou

Gustavo Kuerten respondeu de forma exclusiva a dois questionamentos feitos pela reportagem do Diário de Uberlândia.

DIÁRIO: Você foi tricampeão do torneio de tênis mais importante do mundo e o tênis no Brasil não alavancou novos “Gugas”. O que fazer para mudar este quadro?
GUGA: Sem trabalho e investimento sério na base, nada acontece. Tivemos o meu caso, mas isso se dissolveu e não foi o suficiente para lançar uma grande transformação. Precisamos continuar este estimulo dos casos do Marcelo Melo e do Bruno Soares, é claro que tem uma âncora especial para o tênis feminino, que também precisa melhorar. É preciso dar oportunidades para todas as classes sociais e é isso que estamos tentando fazer, gerar mais oportunidades.

DIARIO: O que fazer para mudar este quadro de baixa representatividade brasileira no tênis mundial?
GUGA: Vejo que chegou o momento de unificar as boas peças que estão espalhadas pelo Brasil. Hoje quem está dentro do tênis é uma base regular, quer fazer algo, mas na verdade nada ainda aconteceu. Temos algumas peças que apareceram ao longo da história como a Maria Ester Bruno, Guga, Jaime Oncins e Fernando Meligeni, mas que são pontos isolados. Este enredo precisa em algum momento prevalecer. O Tênis precisa ter um grupo maior de representantes e não se restringir apenas a quatro ou cinco atletas. Acho que existem boas iniciativas, a Federação Brasileira de Tênis (CBT) faz um bom trabalho, equilibrado e está pronto para novos caminhos.
 
 


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