28/05/2019 às 18h01min - Atualizada em 28/05/2019 às 18h01min

Serviços alavancam criação de vagas formais no mês de abril em Uberlândia

Setor abriu novos postos de trabalho no mês, ajudando no saldo positivo para a cidade

VINÍCIUS LEMOS
Esteticista disse que atendimentos melhoraram neste ano em relação a 2018 | Foto: Arquivo Pessoal
O setor de serviços pela quarta vez seguida em 2019 foi o principal responsável pela geração de empregos em Uberlândia, de acordo com o resultado do mês de abril do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentado pelo Ministério do Trabalho (MTE). Serviços e agropecuária foram os únicos setores com criação de vagas, sendo que o primeiro teve saldo positivo de 630 novas posições. Esse fato puxou a geração de empregos no Município em abril, que fechou com saldo positivo de 430 vagas formais de trabalho criadas.

O Caged aponta que, de janeiro para cá, o setor de serviços abriu 2.718 vagas. O setor que teve o segundo melhor resultado em 2019 até agora foi o da construção civil, que tem o acumulado de 96 vagas criadas entre janeiro e abril. O acumulado de contratações a mais que demissões em todos os setores é de 2.591 no Município no ano de 2019.

Especificamente em abril, 8.658 pessoas foram admitidas e 8.228 acabaram desligadas. Os serviços empregaram 4.713 pessoas e demitiram 4.066. Enquanto isso, na agropecuária, 370 pessoas foram admitidas contra 342 demitidas, o que levou ao segundo melhor resultado do período, com 28 novas posições geradas.
 
O setor que teve pior saldo em abril foi o comércio, que deligou 131 pessoas a mais do que contratou. O ramo também segue sendo o pior em empregabilidade no acumulado de 2019, quando fechou 199 vagas entre janeiro e abril. O segundo pior saldo do último mês foi a indústria de transformação, com o fechamento de 71 posições de trabalho.
 
Setor de serviços deve seguir como principal empregador
A reação do setor de serviços é mais barata e mais rápida na recuperação do mercado e isso explicaria a concentração de contratações nesse momento, segundo o analista do Sebrae, Marcilio Ribeiro Borges. Ele ainda explicou que a tendência é que a maior parte dos empregos continue na prestação de serviços e que o mercado amplie.

“Você expande a capacidade de atendimento com baixo investimento, no setor de serviços. Numa indústria você teria que comprar maquinário ou fazer um treinamento. O empreendedor tem ele mesmo como meio e isso depende de habilidades pessoais, basicamente (nos serviços). Qualquer flutuação positiva do mercado representa contratação de mão de obra rápida no setor”, disse Borges. Áreas como beleza, educação, call center, atendimentos em malls e prestação de serviços em condomínios geram necessidade de contratações em Uberlândia, segundo o analista do Sebrae.

Divulgado em fevereiro, o Relatório Negócios Promissores em 2019, elaborado pelo Sebrae, mostra que, historicamente, o desempenho do PIB brasileiro se reflete de forma bastante semelhante no comportamento das micro e pequenas empresas do País. Nesse contexto, o setor de serviços é a principal aposta para quem planeja investir no próprio negócio.
 
MG e país
Uberlândia seguiu a tendência estadual e federal de criação de emprego em abril, e tanto Minas Gerais quanto no Brasil como um todo o saldo foi positivo, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No Estado, o saldo do último mês foi de criação de 23.348 novas vagas de emprego. Assim como em Uberlândia, os serviços foram os campeões em geração de postos de trabalho, com 9.822 posições criadas, seguido de agropecuária, que empregou 7.389 pessoas a mais que demitiu no período. O saldo do ano no Estado também é positivo, com 56.129 vagas.

No País como um todo, o mês de abril fechou com 115.898 postos de trabalho a mais do que em março, que já havia apresentado números positivos. O resultado é decorrente de 1,3 milhão de admissões e 1,1 milhão de desligamentos. Com isso, 2019 chega ao final do primeiro quadrimestre com saldo de 336.855 empregos criados.
 
MEIs podem apontar resultado ainda melhor no setor
Estimativa do Sebrae mostra que em Uberlândia há mais de 30 mil Microempreendedores Individuais (MEIs), sendo que eles não entram na contagem do Caged. Levando em conta que a maior parte deles está ligada aos serviços e ao comércio, isso quer dizer que o setor que liderou os empregos em 2019 em Uberlândia pode estar até mais aquecido do que mostra o Caged.

A esteticista Larissa Carpio Galvão, que é MEI há dois anos, afirmou que seus atendimentos em 2019 melhoraram em relação ao ano anterior. “Massagem não adianta cliente fazer de vez em quando e em 2018, minhas clientes pararam de fazer. Mas nesse ano foi muito melhor. Todas que tinham parado, voltaram em 2019 e ainda tenho mais clientes. As que já tinham foram indicando outras”, disse.

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