10/05/2019 às 14h11min - Atualizada em 10/05/2019 às 18h46min

Comércio de Uberlândia aposta em ações para atrair mais clientes

Entre brindes e promoções, lojas projetam alta de até 25% nas vendas

DANIEL POMPEU
Na Loja Doce, cliente que tirar foto em cenário pode concorrer a cesta de produtos personalizados | Foto: Daniel Pompeu
O Dia das Mães é conhecido como o “segundo Natal” por varejistas quando se trata de vendas. Neste ano, o comércio espera movimentação até o próximo domingo (12), quando é celebrada a data. Para atrair mais clientes, alguns estabelecimentos da cidade montaram estratégias, que vão de promoções a distribuição de brindes, na expectativa de ter um aumento de até 25% nas vendas em relação ao último ano.

Desde o dia 3, o Center Shopping realiza uma campanha de Dia das Mães focada nos diferentes estilos de mulher. Através de uma parceria com uma joalheria, o shopping está oferecendo um pingente a cada R$ 350 em compras feitas até o próximo domingo. Cada pingente, dentre oito disponíveis, simboliza um tipo de mãe, como as aventureiras, supersticiosas, descontraídas, entre outras. O shopping também realizou uma seleção de produtos que podem ser presenteados a cada estilo de mãe, além de promover uma exposição fotográfica temática no local e nas mídias sociais.

De acordo com Larissa Zilioli, gerente de marketing do Center Shopping, a ideia da campanha é destacar a existência de muitas personalidades de mães e produtos que podem ser ideais para presenteá-las. “A gente tem um público muito plural e heterogêneo, principalmente por ser um shopping central”, disse.

Zilioli explicou que foi possível casar a iniciativa com o início de mês, quando os salários começam a ser recebidos e consumidores ficam mais dispostos a comprar. Segundo ela, contrariando a expectativa de maior movimento apenas no fim de semana do Dia das Mães, foi possível antecipar o fluxo de movimento no shopping em uma semana.

De acordo com ela, dos 4 mil pingentes disponíveis para a campanha, cerca de 1,4 mil já foram distribuídos. O shopping não informou a expectativa de crescimento de vendas.
 
CENTRO
No caso da Loja Doce, que vende artigos para festas e outros itens variados em Uberlândia, também há otimismo com relação às vendas para este Dia das Mães. De acordo com o gerente de marketing da loja, Paullo Henrique Sousa, a espera é que as vendas aumentem. “É uma data tão boa quanto à Páscoa [para vendas]. A gente espera, com relação ao ano passado, um aumento nas vendas de 15% a 25% até domingo”, disse.

O estabelecimento, que fica próximo à praça Sérgio Pacheco, está realizando uma promoção em que as mães que tirarem uma foto em um cenário montado dentro da loja, e postarem a imagem em seu Instagram marcando o perfil da Loja Doce, concorrem a uma cesta de produtos personalizados. Os produtos, que incluem canecas e almofadas personalizadas com escritos e fotos, são o forte nas vendas para presentear as mães, de acordo com Sousa.
 
CONSUMIDORES
O Diário de Uberlândia realizou um levantamento no centro da cidade para verificar se a população está adiantada nas compras Dia das Mães. De 30 pessoas questionadas, apenas quatro já haviam comprado algo para a data. Entre os motivos mais citados para o presente ainda não ter sido comprado estão a falta de dinheiro e tempo para encontrar a lembrança ideal para as mães. Mesmo assim, a maioria pretende, até o final de semana, ir às compras.

Kassandra Ferreira, estudante de 22 anos, foi uma das que disse não ter feito compras para a data. “Eu nem lembrava que era Dia das Mães”, disse.

De acordo com ela, não há o costume, em sua família, de dar presentes na data. Ferreira também aponta a situação financeira como um fator para a impossibilidade de comprar algo para a mãe.

Já Pablo Estevan, 27, que estava em uma loja de roupas com a mulher e a filha de um ano, disse que o presente da esposa já está comprado, mas o de sua mãe ainda não. Ele, que costuma comprar presentes de Dia das Mães todo ano, entende que a data é interessante para lembrar da importância da progenitora. Reconhece, entretanto, a dificuldade financeira em comprar os presentes. “Salário mantém igual e os preços sempre aumentam”, disse.
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