09/05/2019 às 08h26min - Atualizada em 09/05/2019 às 17h00min

Construção da trincheira no bairro Taiaman sai no próximo mês, afirma MPF

Informação foi dada durante audiência pública na Câmara de Uberlândia na noite desta quarta-feira (8)

DANIEL POMPEU E CAROLINE ALEIXO
Reunião entre Dnit e MPF nesta quarta-feira (8) garantiu início das obras no trecho para junho | Foto: Diário de Uberlândia/Arquivo
Uma das obras tão esperadas na região Oeste de Uberlândia, a construção da trincheira sobre a BR-365 no bairro Taiaman, deverá começar no máximo em junho. A informação foi dada pelo procurador da República que acompanha o impasse, Leonardo Andrade Macedo, durante audiência pública na Câmara Municipal de Uberlândia na noite desta quarta-feira (8).

O encontro foi requerido pelo vereador Ceará (PSC) e contou ainda com a participação dos secretários municipais de Trânsito e Obras, Divonei Gonçalves e Norberto Nunes, o chefe da unidade local do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Weslley Novaes, moradores, o ex-deputado federal Tenente Lúcio, que articulou para conseguir parte da verba para o obra, além do advogado da construtora Transvias que será responsável pela execução da obra.

O representante do Ministério Público Federal (MPF) esclareceu que em reunião realizada com o Dnit, na manhã de ontem, ficou definida que a obra começará de imediato uma vez que há a verba empenhada para a execução e que o Viaduto Virgílio Mineiro, também previsto no pacote de obras,  já está praticamente pronto.

 
“Depois de muita conversa, muito debate, ao final da reunião ficou acertado que será iniciada a obra da trincheira do Taiaman de imediato. A obra está estimada hoje em cerca de R$ 30 milhões e será apresentado, até o início da próxima semana, o projeto revisto e a perspectiva de aprovação desse projeto que já vem sendo discutido com a construtora. No prazo de um mês, então, a perspectiva é que nós tenhamos início da execução do trabalho”, disse Andrade.


Com o início, a previsão para o término e entrega da estrutura é de 18 meses, ou seja, dezembro de 2020. O procurador reforçou ainda a importância de a comunidade e do Poder Público acompanharem de perto o andamento da obra, em virtude da complexidade, e garantiu que o MPF também se comprometeu a fazer um cronograma de reuniões mensais com a construtora e com o Dnit para ver a evolução gradativa da execução dos serviços para evitar que haja algum tipo de atraso, bem como reduzir ao máximo os transtornos que os moradores vão sofrer na região.

TRANSTORNOS
O representante do Dnit em Uberlândia, Weslley Novaes, também salientou na audiência a colaboração necessária de moradores da região e motoristas em virtude do canteiro de obras. “Contamos com a colaboração de todos porque, naquele trecho durante as obras, vão ocorrer transtornos inevitáveis e só mediante a colaboração de todos é que nós vamos conseguir concluir a obra e conseguir usufruir dos benefícios que ela vai poder trazer”, disse.

Questionado por representantes de bairros sobre a possibilidade de oferecer uma passarela provisória para que a população possa atravessar o local enquanto as obras são realizadas, Novaes disse que ainda haverá discussão sobre o recurso. De acordo com ele, apesar da necessidade, trata-se de um “dispositivo oneroso”. O representante do Dnit também fez um apelo ao Município para que haja auxílio para instalação da passarela.

Novaes apontou como alternativas a disponibilização de outras rotas para pedestres e transporte público que não passem próximos ao canteiro de obras. O Dnit também vai dialogar com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) buscando opções para redirecionar o intenso trânsito de caminhões que passa pelo local.


Transtornos serão inevitáveis no trecho da BR-365 durante as obras, afirmou o representante do Dnit | Foto: Diário de Uberlândia/Arquivo

VIADUTO
Em relação ao viaduto na rua Rio Grande do Sul, que liga os bairros Marta Helena e Brasil, ainda resta solucionar os problemas das vias marginais. A estrutura teve o tráfego liberado no último mês e, segundo o Dnit, a próxima obra seria a execução do viaduto próximo, na avenida Monsenhor Eduardo.

Contudo, o procurador esclareceu que há cerca de R$ 33 milhões de verba federal empenhados para as obras na rodovia, que seriam suficientes apenas para executar o Taiaman e terminar as vias marginais próximas ao viaduto já finalizado. “O que foi resolvido é que o Ministério Público vai convocar reuniões para resolver a questão das marginais ali do viaduto e também a construtora já vai iniciar os preparativos do canteiro de obras na trincheira do Taiaman”, finalizou Leonardo.  

HISTÓRICO
Em 2012, o Dnit fez a contratação de oito obras no trecho urbano de Uberlândia que previam tanto a trincheira do Taiaman como também o trevo do Oswaldo de Oliveira e a Ponte do Vau. As obras abrangem uma passagem inferior na BR-050, na avenida Afonso Pena, passagem inferior na avenida Amazonas - que depois que acabou sendo excluída do pacote - e outras passagens inferiores na rua Claudemiro José Barbosa e na rua Alagoas, além da demolição e reconstrução de dois viadutos na rua Rio Grande do Sul e na avenida Monsenhor Eduardo.

A passagem inferior da avenida Afonso Pena foi feita e a execução das passagens inferiores nas ruas Claudemiro e Alagoas iniciaram, mas paralisaram em seguida por quase dois anos. Diante disso, em o MPF ingressou com ação civil pública contra o Dnit e a União, em 2016, para que a obra fosse retomada.

O Dnit então reincidiu o contrato com a construtora Araguaia e convocou a segunda colocada que é a empresa Gomes Lourenço (Transvias), que deu prosseguimento aos trabalhos. As passagens foram entregues em 2017 e falta ainda resolver o problema das vias marginais do viaduto Virgílio Mineiro,  na Rio Grande do Sul e iniciar as demais obras. No caso do trevo Oswaldo de Oliveira, ainda sem previsão, há a necessidade de desapropriação de alguns imóveis e captação de novos recursos para que a obra seja executada.

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