03/05/2019 às 07h42min - Atualizada em 03/05/2019 às 07h42min

Ex-treinador do Verdão é sepultado em Belo Horizonte

José Maria Pena tinha 70 anos e treinou o UEC por três vezes, conquistando o acesso em 2008

EDER SOARES
José Maria faleceu na quarta-feira, em decorrência de problemas com a diabetes (Divulgação)
O Uberlândia Esporte Clube jogará em luto a partida decisiva válida pelas semifinais do Campeonato Mineiro – Módulo II, no domingo (5), às 10h, na qual buscará diante do Serranense, no Estádio Parque do Sabiá, o acesso de volta à elite estadual. Foi sepultado ontem, em Belo Horizonte, o ex-lateral direito do Atlético Mineiro José Maria Pena, campeão brasileiro de 1971 e que também comandou o Verdão por três vezes.

O técnico faleceu na quarta-feira (1º) em decorrência de problemas com a diabetes. A última passagem de José Maria Pena pelo Uberlândia foi em 2008, época em que o treinador levou o alviverde ao acesso para o Módulo I do Mineiro, conquistando o vice-campeonato do Módulo II. Em 2009, já no grupo de elite, Pena acabou sendo demitido na terceira rodada depois de uma derrota por 1 a 0 para o Uberaba no Uberabão. O time vinha de duas derrotas seguidas, uma para o Cruzeiro, no Sabiá, e outra para o América, no Independência.

Natural de São Bernardo do Campo (SP), José Maria Pena, como jogador, passou por clubes como Coritiba (PR), Náutico (PE), Botafogo de Ribeirão Preto (SP), Figueirense (SC) e Deportivo Itália (Venezuela). Já como treinador, comandou Atlético, Cruzeiro, América, Democrata-GV, Caldense, Uberlândia, URT, Al Halli (Emirados Árabes), Esportivo de Passos, Operário (MT), Americano (RJ) e Tupi.

O presidente do Verdão, Flávio Gomide, lamentou o falecimento do ex-treinador alviverde. “José Maria Pena foi um dos treinadores que fizeram história no Verdão. Foram três passagens, todas positivas. A última ele pegou o UEC no Módulo II e subiu o time para a primeira divisão, em 2008. Um treinador com pulso, genioso, durão. Que Deus abençoe a família enlutada com o consolo do Espírito Santo”, disse Gomide.

Eugênio Salomão, popularmente conhecido como Baiano, era amigo de Pena e foi auxiliar técnico do treinador em 2008 no acesso do Verdão. Atualmente trabalhando na base do Galo, Baiano garante que José Maria deixou um grande legado no futebol mineiro. “O futebol mineiro está de luto. O Zé nos deixou o legado de um aprendizado. Foi um mestre do futebol de Minas, sem dúvidas. Tive o prazer e satisfação de trabalhar com ele nos tradicionais clubes do interior mineiro e um deles foi o Verdão, onde fizemos uma grande campanha e subimos este grande clube para o Módulo I. O ‘coronel’ era bravo, mas conhecedor, era sábio, estrategista e um grande amigo. Tinha um coração do tamanho da massa alviverde do Uberlândia”, afirmou.

O jornalista e ex-repórter de rádio Luís Antônio Figueira trabalhou cobrindo o Verdão e o Mamoré de Patos de Minas quando José Maria Pena era treinador. "O Zé Maria foi um profissional competente, mas sobretudo um apaixonado por futebol. Ele praticamente começou a carreira de treinador em equipes profissionais aqui no Uberlândia Esporte, no início dos anos 80 e depois voltou ao clube no começo dos anos 90, quando o Verdão mandou seus jogos no Juca Ribeiro. Já nos anos 2000 foi o grande responsável pela volta do time à primeira divisão. O Zé Maria tinha aquele estilo durão, mas tinha um grande coração. Tive a honra de conviver com ele nas vezes que passou pelo clube e posso dizer que ele deixou a sua marca e contribuiu muito para a história do futebol mineiro, e em especial, do Uberlândia Esporte".

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