17/04/2019 às 14h29min - Atualizada em 17/04/2019 às 14h29min

Intercâmbio entre forças de segurança visa melhorar combate a ações com explosivos em Uberlândia

Encontro foi realizado durante a manhã desta quarta-feira (17) na sede da 9ª Risp

VINÍCIUS LEMOS
Policiais civis e rodoviários federais, além de agentes penitenciários e até mesmo militares do Exército participaram de um intercâmbio de informações com a Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (17) na sede da 9ª Região Integrada de segurança Pública em Uberlândia. O objetivo era, principalmente, melhorar combate e investigação a crimes que envolvem uso de explosivos na região do Triângulo Mineiro. A PF ainda falou da importância do banco de Perfis Genéticos, criado em 2013 no Brasil.

Esse tipo de encontro, segundo as forças policiais, ganhou importância desde que em 2012 passou a ser mais intenso o uso de artefatos explosivos em ataques a caixas eletrônicos, principalmente. “Graças ao trabalho integrado entre as forças policiais conseguimos reduzir drasticamente esses números. O evento busca melhor integração entre forças de segurança e compartilhamento de informações técnicas”, afirmou o delegado chefe do 9º Departamento da Polícia Civil, Marcos Tadeu de Brito Brandão.

O chefe do policiamento e fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Matheus Rodrigues, afirmou que, em média, uma vez a cada dois meses policiais rodoviários lidam com suspeitos de ataques a caixas eletrônicos e que estão com explosivos em ocorrências em sua área de abrangência.

“Buscamos um pouco desse conhecimento para não corrermos riscos nesse tipo de ocorrência. Foi mais de uma vez que encontramos explosivos e precisamos saber minimamente o que fazer para não haver acidentes com os nossos profissionais”, explicou.

O perito criminal federal, Jorge Aguiar, trouxe informações de investigações e métodos usados pela corporação que foram bem-sucedidas e, em palestra, demonstrou as aplicações. Ele informou ainda que atualmente na região a PF é chamada quase que na totalidade das ocorrências que envolvem desarme de artefatos ou suspeita de que explosivos foram encontrados. O que se deu por conta de decisão do Governo do Estado de centralizar equipes do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) em Belo Horizonte.

"A partir daí atuamos em parceria com as polícias Civil e Militar e mandamos nosso grupo de Bombas e Explosivos para desarticular eventuais artefatos, porque a espera por BH é grande e esse tipo de ocorrência precisa de uma ação imediata para minimizar riscos”, afirmou Aguiar e ressaltou que, devido à demanda, o Triângulo Mineiro poderia ter um grupo antibombas.

BANCO DE DNA
Uberlândia é destaque estadual na contribuição com o banco de informações sobre Perfis Genéticos integrado no Brasil. De acordo com o perito federal, José Aguiar, o Município foi pioneiro no cadastramento de detentos em suas unidades prisionais. “Inicialmente tivemos 250 presos cadastrados e, hoje, semanalmente, há coletas realizadas para que a identidade biológica seja cadastrada por meio do DNA”, disse.

Por meio de informações como a identidade genética, a Polícia Federal pode identificar pessoas já cadastradas coletando materiais como roupas, luvas ou máscaras usadas em ações criminosas. Esse banco tem informações podem ser usadas pelas polícias de todo o território nacional.

Recentemente uma pessoa foi identificada por meio de material genético pela PF suspeito de participar de pelo menos três ataques a agências da Caixa Econômica Federal em Uberaba, Fronteira e Uberlândia. Outras pessoas que têm ligação com o suspeito são investigadas da mesma forma.

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