12/04/2019 às 07h40min - Atualizada em 12/04/2019 às 07h40min

​Júri do ex-sargento que executou professora é nesta sexta (12) no fórum de Uberlândia

Justiça determinou que Clóvis Durade Cândido fosse a júri popular pela morte de Veridiana Rodrigues Carneiro em 2015; ele foi expulso da PM após o crime

CAROLINE ALEIXO
Câmeras flagraram Durade atirando várias vezes contra a professora | Foto: Reprodução
O julgamento do ex-sargento da Polícia Militar Clóvis Durade Cândido será iniciado às 13h desta sexta-feira (12) no Palácio da Justiça Rondon Pacheco em Uberlândia. O réu foi acusado pela morte professora Veridiana Rodrigues Carneiro com quem teve um relacionamento amoroso. A vítima foi morta por diversos tiros no bairro Santa Mônica em 2015.

O réu fazia parte da banda musical da PM e chegou a ser expulso da corporação após o crime, permanecendo preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, em pavilhão destinado a ex-policiais. 

A defesa do réu não arrolou testemunhas para o julgamento e, a previsão, é de que cinco pessoas sejam ouvidas como testemunhas de acusação no caso. Também serão ouvidos o promotor de Justiça Sylvio Fausto de Oliveira e o advogado de Durade, Júlio Antônio Moreira.

Clóvis responde pelo crime de homicídio duplamente qualificado por dificultar a defesa da vítima e motivo torpe (vingança). Se condenado, ele ainda poderá ter a pena atenuada caso o júri concorde com a defesa e o julgue semi-inimputável. Um laudo médico anexado aos autos atestou a semi-inimputalidade do réu. Segundo a defesa, isso comprova que o autor não estava pleno de suas faculdades mentais no momento do crime.

RELEMBRE
Veridiana tinha 36 anos quando foi executada no final da manhã do dia 27 de outubro de 2015 em via pública, depois que saiu da escola onde trabalhava e chegava em casa. A polícia teve acesso a imagens das câmeras de segurança que flagraram o ex-sargento da Polícia Militar (PM) atirando diversas vezes contra a mulher na rua Doutor Laerte Vieira Gonçalves.
 
A professora chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Ela foi atingida por 13 disparos, conforme concluiu o inquérito da Polícia Civil, e os familiares disseram que o homem não aceitava o fim do relacionamento.

Após o crime, o autor confesso foi encontrado em um bar na região e preso em flagrante pela própria PM. Durade, com 46 anos na época do crime, chegou a ficar internado e depois detido em uma cela do 17º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Com a exclusão da PM, ele foi transferido para o presídio na região metropolitana.

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