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01/04/2019 às 17h23min - Atualizada em 01/04/2019 às 17h23min

Relator da Previdência e governo se reúnem para iniciar preparação do relatório

FOLHAPRESS
Tentando destravar a reforma da Previdência, o governo e o relator da proposta na CCJ (comissão de Constituição e Justiça), delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), fazem, nesta segunda-feira (1º), uma série de reuniões para traçar uma estratégia que garanta a aprovação do texto no colegiado dia 17 de abril. 

Os técnicos do Ministério da Economia, membros da CCJ e o relator querem começar a já preparar o embasamento teórico para o parecer, que deve ser apresentado no dia 9 de abril. 

"Como haverá muitas críticas da oposição, queremos já nos antecipar e evitar questionamentos sobre o relatório", disse à reportagem o deputado.

Estão previstos encontros com o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, e com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO).

Freitas afirmou ainda que, até a tarde de quarta-feira (3), deve conversar com o ministro Paulo Guedes (Economia) sobre como será a audiência pública na CCJ.

O ministro irá à comissão defender a reforma e deve ser bastante questionado pela oposição, cujo bloco está bem articulado. "Não há preocupação. O ministro é preparado e saberá responder a todas as dúvidas", declarou o relator.

Guedes adiou a ida ao Congresso na semana passada por causa da tensão na relação entre o presidente Jair Bolsonaro e a Câmara. Oficialmente, o ministro da Economia disse que queria ir ao debate apenas após a escolha do relator.

Freitas foi escolhido para relatar a PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma da Previdência na quinta-feira (28). O deputado prefere não comentar sobre como será o relatório para evitar contestações e ações judiciais.

Delegado federal, Freitas tem 43 anos de idade e poderia se aposentar aos 48 anos de acordo com as regras em vigor. Se a PEC enviada por Bolsonaro for aprovada, o deputado só poderia se aposentar aos 55 anos. Ele, no entanto, disse que isso é natural. "É um exagero uma aposentadoria tão precoce".

Parlamentares experientes que compõem o colegiado, porém, veem com ceticismo o cronograma apresentado pelo governo.  De acordo com deputados do centrão, é natural que haja atraso na votação: em primeiro lugar, por causa da tática de obstrução da oposição e em, segundo, porque os partidos além do PSL não pretendem se movimentar pela agilidade da reforma. 
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