13/03/2019 às 09h09min - Atualizada em 13/03/2019 às 09h09min

Uberlândia já tem mais de 5 mil casos suspeitos de dengue

Minas Gerais já tem mais de 44 mil casos suspeitos, mais do que o total registrado em 2018

DANIEL POMPEU
Pacientes aguardavam na fila por atendimento na UAI Roosevelt, na segunda (11) | Foto: Daniel Pompeu
De acordo com o boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde, Uberlândia já tem 5.642 casos suspeitos de dengue apenas neste ano. No total, foram mais de 44 mil casos suspeitos em Minas Gerais em 2019. O número contabilizado até o momento – considerado muito alto na escala do boletim - já supera o total registrado no ano de 2018, que foi de 30.022 registros.

Uberlândia também foi uma das duas cidades mineiras que registraram óbito pela doença este ano, sendo a outra o município de Betim. Devido à situação epidêmica, as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) enfrentam rotina de lotação. A reportagem do Diário de Uberlândia visitou as UAIs dos bairros Roosevelt e Tibery na segunda-feira (11) e constatou salas de espera lotadas de pacientes aguardando atendimento, muitos deles com sintomas de dengue.

Irenei Santos, de 69 anos, mora no Jardim Brasília e está fazendo acompanhamento do quadro de dengue na UAI do bairro Roosevelt. De acordo com ela, a espera tem sido, em média, de três horas. “Já tem umas duas semanas que estou vindo na UAI, tirando sangue, fazendo exame. Todos os dias tá muito cheio. Acho que é normal, sempre foi assim aqui”, disse.

Já Bruna Michele levou o filho de 6 anos, Gabriel, para fazer exames após um período de complicação dos sintomas da dengue. “Veio uma febre alta, depois vômito, diarreia e evoluiu para derrame pleural, que é água nos pulmões. Ele estava internado na pediatria da UFU [Hospital de Clínicas], saiu na sexta-feira”, diz a mãe. Segundo ela, o atendimento tem sido lento, mas é compreensível devido à grande demanda causada pelo volume de pessoas. Bruna Michelle, que trabalha no turno da noite na UAI Roosevelt, diz que a equipe montou salas apenas para soroterapia em pessoas com dengue.

Na UAI do bairro Tibery a situação era parecida: a reportagem encontrou o corredor do pronto-socorro lotado de pacientes. Na segunda-feira, Reinaldo Gatti, 70 anos, aguardava atendimento para confirmar suspeita de dengue. Ele já havia passado pela triagem da unidade e estava aguardando a consulta. “Tem meia hora que cheguei aqui, mas está andando rápido.”

Elaine Alves, 49 anos, é moradora do bairro Nossa Senhora Aparecida e caso seja confirmado o quadro de dengue, será a terceira vez que contrai a doença. Ela aguardava o exame de sangue e prescrição de medicamentos. “Estou tendo dor nas costas, nas juntas, febre, apetite zero. Tem três dias que estou assim”, diz Alves, que aguardava o fim dos procedimentos na UAI Tibery há pelo menos duas horas.
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