Policiais são presos suspeitos de homicídio
Promotor Adriano Bozzola, Coronel da PM Cláudio Rodrigue e o promotor Daniel Marotta durante coletiva | Foto: Mariely Dalmônica
Dois policiais militares, um ex-policial militar e mais um suspeito foram presos durante a segunda fase da Operação Dominó, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã de ontem. A ação, feita de forma conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais, a Polícia Militar (PM) e a Polícia Federal (PF), investiga o funcionamento de uma organização criminosa que pratica homicídios mediante encomenda. Além dos mandando de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão foram feitos nas residências dos suspeitos e nos armários dos militares. Duas armas de fogo, bloqueadores, drogas e R$ 8 mil foram localizados. Uma pessoa ainda está foragida. A primeira fase da operação teve início em 19 de dezembro para investigar um esquema de roubo de cargas. Segundo o promotor de Justiça Daniel Marotta, os suspeitos também estariam envolvidos com homicídios encomendados. “As provas indicam que os cinco investigados participaram de um homicídio ocorrido em 7 de dezembro”, disse. Na época, a vítima foi atingida por disparos nas articulações e seu corpo foi encontrado nas proximidades da Cachoeira Sucupira. O homem tinha diversos antecedentes criminais, entre eles, receptação de caminhões produtos de crimes. Um dos suspeitos investigados pela operação foi morto na última segunda-feira (4) no bairro Planalto, zona oeste da cidade. O homem de 35 anos morreu após ser baleado na porta de uma loja de materiais de construção. A vítima tinha passagens por diferentes crimes e tinha envolvimento com os outros investigados. A operação está em andamento, e segundo o promotor de Justiça Adriano Bozola, alguns documentos ainda passarão por análise. “Só assim chegaremos à conclusão se há ou não envolvimento de outros policiais”, afirmou. De acordo com o comandante da PM, Coronel Cláudio Vitor Rodrigues, os presos seriam ouvidos até a tarde de ontem. “Trata-se de um soldado formado em 2017 e um cabo formado em 2007”, afirmou. Por não ter ouvido a defesa dos presos, o Diário de Uberlândia não citará nomes.
As investigações serão concluídas no prazo de 30 dias, quando deverá ser oferecida denúncia criminal contra os envolvidos.
As investigações serão concluídas no prazo de 30 dias, quando deverá ser oferecida denúncia criminal contra os envolvidos.