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07/02/2019 às 07h54min - Atualizada em 07/02/2019 às 07h54min

Prefeitura volta o preço da passagem para R$ 4

FERNANDA PARANHOS
Valor de R$ 4,30 passou a ser cobrado no dia 28 de janeiro, após alta autorizada de 7,35% | Foto: Fernanda Paranhos

A Prefeitura de Uberlândia informa que, após organizar força tarefa junto às empresas concessionárias para resolver questões técnicas e de bilhetagem, cumpriu nesta quinta-feira (7) a decisão liminar que suspende o reajuste da tarifa de ônibus para R$ 4,30. A tarifa  volta a vigorar a R$ 4 até nova avaliação pela Justiça.

 

A administração municipal reforça que recorreu da liminar, com o entendimento de que a planilha de custos que embasa o reajuste contempla todos os índices que impactam na tarifa em 2019. Isso incluindo o número de cobradores atuando nas três empresas concessionárias que operam em Uberlândia. A planilha pode ser consultada por toda a população no portal da Prefeitura.

Em um vídeo postado nas redes sociais da Prefeitura, o secretário de Trânsito e Transportes, Divonei Gonçalves dos Santos, apresentou a justificativa para o aumento da passagem. Na ocasião, foi dito que o principal ponto para o reajuste foi a alta de 14% nos custos das empresas de ônibus. Segundo Golçalves, após estudos, foi definido o reajuste de 7,35%, que leva em consideração, de acordo com o secretário, uma diminuição do número de pessoas que usam o transporte público. “Tivemos uma diminuição do número de passageiros, aumento de quilometragem, a questão do óleo diesel, renovação de frota com mais de 100 carros chegando a 23% de acréscimo, ou seja, pontos que são relevantes na hora da alteração da tarifa. Então nós chegamos à metade deste valor [de 14%]”, disse.

Na planilha de Custos do Sistema de Transporte Coletivo de Uberlândia, divulgada pela Settran para justificar o aumento da tarifa, consta uma frota de 405 ônibus distribuídas pelas quatro empresas prestadoras de serviço. Esta planilha é referente ao mês de novembro de 2018 e também aponta que, na cidade, há o fluxo de 4.213.063 passageiros, sendo 529.848 estudantes. Naquele mês, os veículos rodaram 2.611.442 km.
 
ENTENDA O CASO
 
Em seu pedido de liminar, o Ministério Público Estadual argumentou que a alteração do valor da passagem não considerou o custo que as empresas de ônibus deixaram de ter após a demissão de parte da equipe de cobradores. Para a Promotoria, a diminuição da quantidade de trabalhadores deveria ajudar na redução da tarifa.


 
 
 
 


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