22/01/2019 às 07h37min - Atualizada em 22/01/2019 às 07h37min

Uberlândia gasta mais do que a média nacional

Município gastou com a saúde, em 2017, R$ 491,34 per capita | Foto: Divulgação
O município de Uberlândia aplicou, em 2017, com recursos próprios em ações e serviços públicos de saúde o equivalente a R$ 491,34 per capita, segundo levantamento divulgado ontem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Com esse volume, a gestão municipal registrou um crescimento em relação ao ano anterior (2016), quando foram gastos R$ 428,76 para cada habitante, também segundo o relatório do CFM. A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Uberlândia confirma os dados de 2017, mas, no entanto, não confirmou os números de2016.

O levantamento revela que cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram na saúde de cada habitante durante o ano de 2017 menos de R$ 403,37, valor médio aplicado pelos gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde declarados no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops).

De acordo com os números, municípios menores, em termos populacionais, arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de 5 mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada. Os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram maior participação no financiamento do gasto público em saúde – consequência, segundo o CFM, de sua maior capacidade de arrecadação.

RANKING NACIONAL

Com apenas 839 habitantes, o município de Borá (SP) lidera o ranking de gastos per capita na saúde, com R$ 2.971,92 gastos em 2017. Em segundo lugar aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa. Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).

Entre as capitais, Campo Grande assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares estão São Paulo e Teresina, onde as gestões locais desembolsaram, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017. Já as capitais com menor desempenho são Macapá, com R$ 156,67; Rio Branco, com R$ 214,36; Salvador e Belém, ambas com valores próximos de R$ 245 por pessoa.
 
 
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