13/01/2019 às 07h59min - Atualizada em 11/01/2019 às 16h59min

Chegou a hora do Estadual

Representantes da região, URT e Patrocinense começam a competição no próximo domingo (20) com clássico em Patrocínio

ÉDER SOARES
Patrocinense e URT tiveram troca no comando técnico antes do início do campeonato | Foto: Divulgação
Começa no próximo sábado (19) a 104ª edição do Campeonato Mineiro Módulo I, divisão de elite estadual. Seguindo uma tradição de praticamente duas décadas, a competição segue sendo disputada por apenas 12 equipes, sendo considerada por alguns jogadores e treinadores como a mais difícil entre todas as estaduais, por ocorrer no chamado “tiro curto”, com uma primeira fase com apenas 11 rodadas, em turno único. Ao fim da fase classificatória, os oito primeiros colocados avançam para as quartas de final, enquanto os dois últimos são rebaixados para o Módulo II de 2020

As novidades para este ano são as presenças do Tupymambás, mais uma equipe de Juiz de Fora, que já tem o Tupi na disputa, além do retorno do Guarani de Divinópolis, agremiações que conseguiram o acesso no ano passado. Eles substituem Uberlândia e Democrata de Governador Valares, rebaixados.

O campeonato também indicará os representantes do estado para o Campeonato Brasileiro da Série D de 2020. Ganharão as vagas os três melhores que não estejam disputando as séries A ou C do Brasileirão. Seis equipes estarão disputando as três vagas no Brasileiro da quarta divisão. Os três primeiros colocados na classificação geral disputarão a Copa do Brasil, também em 2020.

Com queda do Uberlândia na última temporada, a região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba só estará representada na disputa do Módulo I com dois clubes: URT, de Patos de Minas, e a Patrocinense, de Patrocínio. Concidentemente, os dois clubes terão calendário cheio nesta temporada, já que no segundo semestre disputarão a Série D do Brasileiro, juntamente com a Caldense, outro representante do estado. A URT ainda enfrentará o Coritiba pela Copa do Brasil.

Outra coincidência é que as equipes se enfrentam logo na estreia do Módulo I, fazendo o clássico regional no domingo (20), às 17h, no Estádio Pedro Alves do Nascimento, em Patrocínio. No ano passado, os times se enfrentaram também em Patrocínio, mas pela terceira rodada, e ficaram no empate por 1 a 1. Um fato importante a ser destacado é que o Patrocinense não perde em casa há 18 jogos.

PATROCINENSE

Time mantém base e faz boa pré-temporada

A Patrocinense passou por mudanças importantes ao longo de sua pré-temporada. O técnico Rodrigo Fonseca acabou aceitando proposta para ser auxiliar de Doriva no Criciúma (SC) e deixou a equipe. Imediatamente, o clube trouxe de volta Welington Fajardo, que no ano passado livrou a equipe do rebaixamento e ainda conquistou uma das três vagas da competição para a Série D. No elenco, o clube manteve algumas “caras” do ano passado, como o volante Bruno Moreno, o zagueiro Diego Borges e o lateral direito Ângelo. Como destaques, chegaram os meias Giovanni Pavani, que veio do Noroeste (SP), e Fernando, ex-Democrata de Valadares (MG), além do centroavante Val Barreto, ex- Uberlândia, e Felipe Alves, meia-atacante, que no ano passado disputou o Mineiro pela URT.

Ao longo da pré-temporada, a equipe conquistou resultados expressivos e que animaram ao torcedor grená, como o empate por 1 a 1, fora de casa, contra a o Rio Preto (SP), e a vitória sobre o Barretos, também no interior paulista, por 1 a 0. Apesar de chegar ao clube no meio da pré-temporada, Fajardo acredita na qualidade do elenco da Patrocinense e aposta que o time fará uma boa campanha. A primeira meta é garantir presença na elite estadual para o próximo ano, e depois lutar por um lugar no G-8.

“A expectativa é de encontrar uma competição muito difícil, pois ela ‘é tiro curto’ e nas duas primeiras semanas serão cinco jogos disputados. Nós temos América, Caldense e Cruzeiro fora. A expectativa é boa porque acreditamos no trabalho, mas se formos analisar o fato de que eu cheguei aqui no dia 27 de dezembro com o grupo já formado, e sem a possibilidade de fazer nenhuma contratação, o grau de dificuldade aumenta um pouco em função da tabela e da competição em si”, disse o treinador, que discorreu ainda sobre o elenco montado.

“Estamos trabalhando forte, tivemos uma resposta boa no amistoso contra o Barretos, que é um time muito forte e conseguimos vencer. Digo que ainda estou no campo das observações, analisando os atletas que foram contratados pela comissão técnica anterior para ver se eles se encaixam naquele sistema que a gente gosta. Acredito que a crescente será ao longo do campeonato, porque a gente terá mais subsídios para analisar, detectar algum problema e contratar, se houver necessidade”, finalizou Fajardo.

URT

Trovão Azul aposta em técnico jovem
 
A URT, que vinha de dois títulos mineiros do interior seguidos (2016 e 2017), acabou não repetindo o mesmo desempenho no último ano, ficando na sexta colocação, posição que pelo menos lhe rendeu uma vaga para a Série D e na Copa do Brasil. Depois da saída do técnico Rodrigo Santana, que foi comandar a equipe sub-20 do Atlético-MG, a diretoria do Trovão Azul optou por seguir a mesma metodologia de trabalho e efetivou Flávio Garcia, que era o auxiliar técnico. Mas devido aos resultados ruins nos amistosos ao longo da pré-temporada, incluindo as duas derrotas para o Paracatu, que disputará a primeira divisão do Campeonato Candango, a diretoria da URT trocou o treinador. Chega Sidney Moraes, que foi jogador do São Paulo e comandou o Boa Esporte por várias vezes. Flávio Garcia volta para a função de auxiliar técnico. 

Pensando em repetir as campanhas de 2016 e 2017, o clube optou por uma grande reformulação no elenco. Um dos poucos que permaneceram no elenco foi o lateral-direito Douglas Maia. Pensando em um time forte, desembarcaram no Estádio Zama Maciel atletas experientes e rodados no futebol nacional como o meia Cascata, campeão pelo clube em 2016, o volante/lateral Rodney, que passou pelo Uberlândia Esporte, e os atacantes Carrara, que estava no Villa Nova (MG), e Reis, centroavante com presença de área que defendeu o Tupi de Juiz de Fora (MG) no ano passado.

Segundo o agora assistente técnico Flávio Garcia, o clube manteve os critérios dos últimos anos para a montagem do elenco. “A gente repensou o que aconteceu nos últimos três anos e, junto com os nossos diretores, buscamos jogadores que tiveram uma boa rodagem, pelo menos nas duas últimas temporadas. Trouxemos jogadores que foram relativamente protagonistas em suas equipes e titulares ao longo do ano, com uma boa minutagem em campo. Esperamos que eles possam ter este protagonismo também na URT. Vamos contar com um elenco enxuto, porém com qualidade técnica e que pode me dar um retorno para que possamos variar o modelo tático durante os jogos. Acho que conseguimos mesclar bem e fazer um elenco homogêneo entre jovens e experientes”, disse Garcia. O treinador entende que o Campeonato Mineiro é um dos estaduais mais difíceis do país.

“A expectativa é de encaixar o trabalho. O Campeonato Mineiro, se não for o mais difícil do Brasil, é seguramente um dos mais difíceis. Temos equipes distribuídas em todas as divisões do Brasil. No interior, você tem times muito fortes e que surpreendem. O campeonato é muito duro, muito disputado e por conta da Copa América será mais tiro curto ainda, fato que jogaremos três rodadas na primeira semana de competição. De cara já temos um clássico regional, contra a Patrocinense, que não perde em casa há 18 jogos. Depois, teremos mais dois jogos, em casa, contra Caldense e Tombense. Então temos aí um campeonato extremamente duro. Vivemos a nossa realidade, sempre pensando jogo a jogo. Teremos que nos superar e trabalhar muito se quisermos chegar nos mata-matas”, afirmou Garcia. 
 
RIVALIDADE

Com reforços, grandes tentam manter hegemonia
 
Defendendo o título conquistado no ano passado, o Cruzeiro chega mantendo a base de 2018. O clube perdeu o meia Arrascaeta, que se transferiu para o Flamengo, e trouxe o volante Jadson, que veio do Fluminense, e o lateral esquerdo colombiano Orijuela, de 23 anos, emprestado pelo Ajax da Holanda. Embora o grande assédio do Grêmio, o clube comandado por Mano Menezes conseguiu manter o meia Thiago Neves.

Já o Atlético quer apagar a imagem ruim deixada em 2018, quando passou em branco em termos de títulos, inclusive sendo ameaçado de rebaixamento nas rodadas finais do estadual. Os principais nomes contratados até o momento são o volante Jair, junto ao Sport Recife, os zagueiros Igor Rabelo, do Botafogo, e Réver, que estava no Flamengo e retorna ao clube depois de cinco anos. Outro que chega é o meia Vinícius, que estava no Bahia.

O Atlético é o maior vencedor da elite estadual com 43 títulos, sendo o último conquistado em 2017. O Cruzeiro, atual campeão, segue em segundo, com 37, enquanto o América é o terceiro com 17 conquistas. Das equipes do interior que estarão na disputa, o Villa Nova soma cinco títulos, o último em 1951, enquanto a Caldense tem uma conquista em 2002.
 
 
TABELA
 
Primeira rodada Módulo I do Mineiro
Sábado (19)                16h30  Guarani           x          Cruzeiro
Domingo (20)             11h      Tupi                 x          Tombense
Domingo (20)             11h      Caldense         x          América
Domingo (20)             11h      Villa Nova       x          Tupynambás
Domingo (20)             17h      Atlético           x          Boa Esporte
Domingo (20)             17h      Patrocinense   x          URT
 
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