27/12/2018 às 08h21min - Atualizada em 27/12/2018 às 08h21min

Uberlandenses integram seleção de Cheerleading

Trio busca patrocínio para viabilizar suas participações no Campeonato Mundial nos Estados Unidos

EDER SOARES
Os atletas irão treinar com a seleção no Rio de Janeiro até 21 de abril | Foto: Divulgação
Três atletas de Uberlândia não terão descanso nem durante as festividades de fim de ano. Os engenheiros civis Bárbara Lamounier e Marco Túlio Mundim e ainda o educador físico Bruno Massaki foram selecionados para compor o time Coed (time de homens e mulheres) da Seleção Brasileira de Cheerleading que representará o Brasil no Mundial da modalidade, marcado para acontecer em Orlando (Estados Unidos), entre os dias 26 e 28 de abril. O time Coed conta com 24 atletas, alguns do Rio de Janeiro, outros de Brasília, um atleta de Belo Horizonte e os três uberlandenses.  Apesar de já estarem entre os melhores cheerleadings do país, o trio uberlandense corre contra o tempo para viabilizar a viagem internacional e está em busca de apoio financeiro.

Bárbara tem 21 anos e pratica o cheerleading há cinco anos. Anteriormente, a atleta fez parte do time da engenharia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), denominado Sexylions, e atualmente, ao lado dos mesmos companheiros convocados, compõe o time Bravo, que não tem vínculo com a UFU.

Bárbara fala da responsabilidade em representar o Brasil em uma competição em nível mundial e das dificuldades de competir sem nenhum aporte financeiro. “É uma grande conquista poder representar a cidade em patamar mundial. Estamos extremamente felizes com isso. Contudo, existe a parte complicada da história. O cheerleading é um esporte novo no país, tem apenas dez anos de existência, e mesmo sendo reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não conta com nenhum apoio ou patrocínio. Sendo assim, todos os atletas precisam arcar com todos os gastos do mundial (passagens, hospedagens, inscrições, uniformes.)”, disse a cheerleading, citando ainda que o custo para cada atleta chega a R$ 15 mil.

“Para nós aqui de Uberlândia, além dos gastos com a viagem para Orlando, temos ainda os gastos com as viagens para o Rio de Janeiro. Os treinos acontecerão todos os finais de semana a partir de 12 de janeiro até 21 de abril no Rio de Janeiro e, obviamente, precisamos estar presentes. Por isso, queremos pedir ajuda para todos os simpatizantes da história e do cheerleading. Estamos atrás de patrocinadores, caso alguém queira entrar em contato comigo pode me chamar”, afirmou a atleta. O telefone de contato em caso de apoio ao projeto é (34) 99111-0293. 

“Temos também nossa vaquinha online que consta no meu Instagram @babilamonier. Nele, postarei outras ações que também estamos organizando para arrecadar dinheiro, com rifas e venda de camisetas”, disse Bárbara.
 
O QUE É CHEERLEADING
 
Bastante popular principalmente em apresentações dos esportes norte-americanos, como o futebol americano, basquete e baseball, o Cheerleading consiste basicamente em um misto de dança, ginástica e acrobacias realizadas em grupos. O mais comum hoje em dia é ver mulheres integrando as equipes, mas originalmente os grupos eram compostos por homens. De origem americana,  a modalidade surgiu em 1884, na Universidade de Princeton. No Brasil, o esporte foi oficializado em 2008 pela Comissão Paulista de Cheerleading. Animar torcida é o que que traduz este esporte. Um praticante desenvolve habilidades como o trabalho em equipe, a superação de limites, força, flexibilidade e ritmo.

O conselho executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu em dezembro de 2016 a Federação Internacional de Cheerleading. Desta forma, a prática passará a ser incentivada pela Associação de Federações Internacionais e será promovida internacionalmente. O reconhecimento pelo comitê é também um passo necessário para a oficialização da categoria como esporte olímpico.
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