06/12/2018 às 06h56min - Atualizada em 06/12/2018 às 06h56min

Obras da BR-365 devem ser executadas gradativamente

Trincheira do Taiaman só deve começar após a reconstrução de viaduto

MARIELY DALMÔNICA

Obra do viaduto da rua Rio Grande do Sul teve deslizamento de terra no fim de semana
As obras de intervenção no perímetro urbano da BR-365 em Uberlândia devem ser executadas gradativamente, e não em várias frentes de trabalho conforme havia anunciado o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casemiro, em visita à cidade em julho. Na época, foi informado que a obra da trincheira do bairro Taiaman seria retomada ainda neste ano, mas segundo o procurador da República Leonardo Macedo, ela deve ser iniciada só após o fim da reconstrução do viaduto da rua Rio Grande do Sul, que deve terminar em abril de 2019.

Desde 2009, um inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) acompanha as obras da BR-365, e em 2014 uma ação foi impetrada na Justiça para que as obras fossem retomadas. Além da trincheira do bairro Taiaman e do viaduto da rua Rio Grande do Sul, o trevo Osvaldo Oliveira e o viaduto da avenida Monsenhor Eduardo também estão sendo aguardados, segundo o procurador do MPF.

“O mais crítico da trincheira do Taiaman é a revisão de projetos, que ainda está com algumas falhas. Até o fim da semana o processo deve ser revisto e o Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] tem 60 dias para analisar”, disse Macedo. Por enquanto, a única obra em andamento é a reconstrução do viaduto, que enfrenta alguns problemas técnicos.

“A construtora achou algumas interferências na obra da rua Rio Grande do Sul e isso pode adiar um pouco mais. Para a obra do Taiaman, aparentemente, já há recurso disponível e está dependendo da aprovação do projeto e da conclusão do viaduto”, afirmou Macedo. Se o viaduto for finalizado em abril, a obra da trincheira deve ser retomada logo em seguida, em maio.

A recomendação do procurador da República é para que seja feito um orçamento completo para a construção da trincheira, além de projetos prontos.
Por meio de nota, o Dnit informou que está elaborando um documento “conforme solicitado pela Justiça.” De acordo com o procurador, o trevo Osvaldo Oliveira, obra que deveria ser iniciada depois da conclusão da trincheira, ainda depende da desapropriação de uma área que pertence ao Município, mas não há recursos para isso. Na próxima sexta-feira, o procurador do MPF deve se reunir com o Dnit para falar sobre as obras da BR-365.
 
DESLIZAMENTO
 
No fim de semana, as chuvas causaram alguns estragos na obra da rua Rio Grande do Sul sobre a BR-365. Ninguém ficou ferido e de acordo com a Defesa Civil, algumas residências e comércios foram interditados em sua totalidade e outros parcialmente visando a segurança das pessoas, já que há riscos de novos deslizamentos de terra por conta do período chuvoso.

O Dnit informou que uma empresa contratada para supervisionar a obra esteve no local e vai fazer um laudo de perícia, que será o ponto de partida para tomada de decisões. “Recebi alguns dos moradores do local e tiramos algumas fotos. Não identificamos riscos iminentes, mas estamos requisitando informações junto ao Dnit, à Defesa Civil e à construtora”, disse Leonardo Macedo.
 
VERBA

Em outubro deste ano, o Governo Federal liberou uma verba de R$ 22 milhões para a obra da trincheira do bairro Taiaman. O valor é compatível com o orçado para a construção, que é aguardada desde 2013, quando houve o primeiro anúncio – em julho deste ano houve uma nova ordem de serviço, mas o trabalho ainda não começou.

OBRAS DA TRAVESSIA URBANA DA BR-365
 
Em andamento
– Reconstrução do viaduto da Avenida Rio Grande do Sul
(R$ 5 milhões)
 
Concluídas
-
Passagem inferior da avenida Afonso Pena sob a BR-050/365
- Passagem inferior da rua Alagoas sob a BR-365
- Passagem inferior da rua Claudemiro José de Souza sob a BR-365
 
Falta iniciar
- Reconstrução do viaduto da Avenida Monsenhor Eduardo (R$ 5 milhões)
- Trincheira do Trevo Osvaldo Oliveira (R$ 10 milhões)
- Trincheira do bairro Taiaman (R$ 22 milhões)

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