08/10/2018 às 07h59min - Atualizada em 08/10/2018 às 07h59min

Uberlândia perde metade da representação

Ao todo, 45 candidatos com domicílio eleitoral na cidade disputaram cargo para o legislativo estadual e 28 tentaram para a câmara federal

MARIELY DALMÔNICA
Foto: Celso Ribeiro
A grande quantidade de candidatos a deputado estadual e federal com domicílio eleitoral em Uberlândia não se consolidou em representatividade, como se era esperado. Dos 45 candidatos para o cargo de deputado estadual, só três foram eleitos. E dos 28 para o cargo de deputado federal, só um se elegeu. Em 2014, 36 candidatos com domicílio eleitoral na cidade disputaram a eleição para deputado, sendo 24 concorrentes a deputado estadual e 12 a deputado federal. A quantidade foi praticamente a mesma que em 2010, quando houve 37 disputando o pleito, sendo 20 candidatos a deputado estadual e 16 a deputado federal.

As eleições de 2014 entraram para a história como a maior formação de bancada de deputados eleitos por Uberlândia, com oito representantes, sendo três deputados federais e cinco deputados estaduais. Neste ano, Uberlândia teve um número recorde de candidaturas a cargos nos dois legislativos, mas só quatro se elegeram. Para o cientista político Leonardo Barbosa, é um momento ruim para a cidade. “Ana Paula [candidata a deputada federal] não tinha nenhuma inserção, e esteve muito próxima de ser eleita. Gilmar Machado depois de ter saído da Prefeitura com uma avaliação ruim e das duas prisões, teve uma queda. Felipe Attiê está bem abaixo do esperado também”, disse.
 
MINAS E BRASIL
 Em relação às eleições para governador de Minas Gerais, Leonardo disse que “O Zema é um dos fenômenos mais importantes dessa eleição. Ele não estava com popularidade nas pesquisas, mas tentou se vincular ao Bolsonaro, e isso parece que ajudou os votos desaguarem nele. Também tenho a impressão que alguns políticos mineiros traíram Anastasia, inclusive aqui em Uberlândia”, afirmou o cientista político.

Para o especialista, o segundo turno para presidente da República é um novo processo, e não se pode apostar em um cenário definido. “A eleição de segundo turno é uma segunda eleição, há sinais de virada. Os votos que o Bolsonaro fez de antipetismo, chegaram no limite? Qual a capacidade do Haddad de regimentar o que sobrou de Marina, Alckmin, e principalmente, Ciro?”, questiona.

Ainda segundo o cientista político, alguns elementos ficarão para trás nesse próximo turno, “como a facada, por ter humanizado o Bolsonaro e dado a ele uma posição de vítima. O segundo elemento importante são os debates, que têm sido um ponto fraco do Bolsonaro. O foco é só para dois candidatos e a exposição tende a ser maior. Vamos aguardar para ver como ficou a esquerda, a direita e o centro”, disse Leonardo.
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