18/09/2018 às 07h41min - Atualizada em 18/09/2018 às 07h41min

Batista Mineiro vence competição de robótica

MARIELY DALMÔNICA
Em competição, robô tem de transportar peças de Lego | Foto: Divulgação
Pelo segundo ano consecutivo, o Colégio Batista Mineiro de Uberlândia conquistou o primeiro lugar na fase nacional do torneio World Robotics Olympiad (WRO), competição de robótica para o segmento de educação. Agora, os estudantes premiados aguardam patrocínio para participarem da fase final, que será realizada em novembro na Tailândia.

A escola oferece aulas de robótica há anos, mas só em 2017 começou a participar da competição, que é patrocinada pela Lego, fabricante de blocos plásticos de montar. “Conheci a WRO no ano retrasado. Cada ano é um tema diferente. Em 2018, o tema é distribuição de alimentos. Essa ideia vem do comitê internacional da Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] e é igual para todos os competidores”, disse a professora de robótica, Susi Fonseca. Neste ano, o robô criado pela professora e pelos alunos têm que transportar três cores diferentes de Legos, que representam alimentos.

A fase nacional da olimpíada foi realizada no dia 1º, em Jundiaí, interior de São Paulo, e o resultado da modalidade Senior High, para alunos entre 16 e 20 anos, foi anunciado na última semana. “Agora estamos muito ansiosos e pensando: será que vamos ter patrocínio? Será que vamos conseguir ganhar?”, afirmou Susi.

As aulas de robótica da escola propõem situações reais com o objetivo de desenvolver projetos que vão impactar a vida da sociedade, temática semelhante à abordagem da competição, segundo a professora.
 
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A WRO é voltada para estudantes a partir de 10 anos. A equipe do Batista Mineiro é formada por dois alunos, Arthur Martins Santos e Otávio Almeida Leite, ambos de 17 anos, e conquistou o primeiro lugar da modalidade Senior High, que também é oferecida para estudantes de universidade e que reuniu 50 competidores. A dupla já venceu a etapa nacional da WRO no ano passado e participou de outras competições no País, inclusive o Torneio Brasil de Robótica (TBR).

“No ano passado ficamos no 42º lugar na Costa Rica, na frente dos Estados Unidos e do Japão. Passamos o ano todo trabalhando com isso, não é algo maçante, é algo que a gente gosta mesmo de fazer. Desde pequeno eu tinha relação com Lego, e ter a oportunidade de participar de um campeonato dessa magnitude é muito bom”, disse Arthur.

O outro competidor, Otávio, foi aprovado em Ciência da Computação na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) no último vestibular, mas adiou a graduação para competir mais uma vez. “Entrei no colégio no sexto ano e faço aula de robótica desde aquela época. Gostei da matéria no primeiro dia. No ano que vem entro na faculdade, não queria perder a competição”, disse.

Com a aproximação da fase internacional da WRO, os dois estão passando muito tempo na sala de robótica. “É muito tempo de preparação, estamos fazendo desde abril, nos reunimos em período extraturno e nos fins de semana”, afirmou Otávio.
 
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