20/08/2018 às 09h19min - Atualizada em 20/08/2018 às 09h19min

O tempo que é só seu

DENISE AFONSO E ÉRIKA MESQUITA
Recentemente em um de nossos encontros profissionais semanais para planejarmos os próximos eventos, falávamos em tom de desabafo sobre tecnologia. De como estamos quase o tempo todo dispostas e disponíveis. Sempre sentindo a obrigação de responder instantaneamente a todos clientes.

Relatamos juntas que mesmo estando com o celular desligado, às vezes, escutamos ele tocar! E chegamos à conclusão: isso nos atropela a ponto de parecer que é algo normal.
Percebemos que o imediatismo está presente como uma doença, que gera a incapacidade para pararmos e realmente relaxarmos. Enxergamos que o ritmo frenético virou sinônimo de status. A impressão é que viver a mil dá a impressão de importância. Quanto menos tempo se tem, mais prestígio se adquire.

E diante de tudo isso, somando a corre-corre que se tem com a pressa “posada” não sobra espaço nenhum para momentos de relaxamento.

Podemos mensurar esse agito relacionada à alimentação. Um porco criado na roça para alimentar os familiares demorava uns cinco anos para atingir seu peso ideal para o abate, ele tinha tempo de deixar descendentes, engordava com calma. Hoje, com seis meses, um porco chega a 120 quilos e é abatido antes de perder seus dentes de leite. E para quem engorda o porco “tempo é dinheiro” e a pressa é extremamente valorizada.
Não é à toa que estamos todos exaustos e esgotados, inclusive os porcos. E não estamos falando sobre dados aleatórios, porque conhecemos os porcos felizes e já visitamos os grandes abatedouros comerciais.
Será que saberíamos dizer quando o tempo corrido ficou mais importante que o tempo de calmaria?

Pessoas conseguem ser mais criativas e se relacionarem melhor em comunidade e com elas mesmas quando se tem um pouco mais de calma. Mas, para que isso aconteça precisamos reaprender a fazer algo que está ficando esquecido: fazer uma coisa de cada vez!

Uma expressão tão utilizada nos tempos atuais, “profissional multitarefa”, tem trazido ao mercado profissionais com sérias deficiências, uma delas a falta de comprometimento, porque para ser completo é preciso estar envolvido com de forma concentrada e atenciosa, colocando em cada tarefa nossa alma e criatividade.

UMA RECEITA PARA FAZER COM CALMA
Essa receita desenvolvi quando estava cursando nutrição, uma receita rica em potássio e fibras.
Essa versão leva creme de avelã, que deixa o bolo bem mais calórico e perde um pouco a questão funcional, mas com certeza essa é a melhor versão  desse bolo!!!

Bolo de banana com creme de avelã.
Ingredientes:

6 bananas nanicas maduras, daquelas que estão pintadinhas.
1 medida de copo americano de óleo de coco
4 ovos graúdos
1 pitada de sal
2 copos americanos de açúcar mascavo
2 copos de farinha: geralmente misturo de trigo integral com farinha de rosca. Pode se moer pães integrais e fazer farinha de rosca integral, com restos de pães. As farinhas ficam a escolha do freguês.
1 colher de fermento em pó
1 xícara de mix de frutas secas, sementes e castanhas: banana passa, uva passa, damasco, semente de girassol, gergelim, papoula, linhaça, chia, castanha do para, pistaches, amêndoas. Use o que tiver em casa, mas não acrescente castanhas com sal.

Preparo:
Bata no liquidificador as bananas picadas, as gemas (reserve as claras), uma pitada de sal e o óleo.
Bata até formar um creme claro.
Coloque em uma tigela e acrescente a farinha, o açúcar e bata sempre adicionando ar a massa. Acrescente o mix de castanhas, frutas secas e sementes e mexa acrescentando ar a massa.
Já deixe as claras batidas em neve com picos firmes.
Coloque o fermento em pó e acrescente as claras, mexendo com calma e misturando a massa.
O forno deve estar pré-aquecido e a forma de buraco no meio untada e enfarinhada.
Tempo de forno de 30 a 40 min.
Quando estiver pronto cubra com crene de avelã ou polvilhe canela se for da turma mais light.
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