03/08/2018 às 08h56min - Atualizada em 03/08/2018 às 08h56min

Magnéticos, intensos e barulhentos

Turnê "Magnetite", da banda Scalene, passa por Uberlândia com uma apresentação que promete muito

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
Scalene volta a Uberlândia com músicas novas do EP “+gnetite”, lançado em abril, e outros sucessos da carreira | Foto: Breno Galtier/Divulgação
Ah, esse tal de rock and roll. O tempo passa, entra modinha, sai modinha, e desde os anos 40 este estilo musical segue sendo mais do que isso para seus adeptos: vira estilo de vida. Se adapta aos tempos, ou não, mas ainda move muitas montanhas. Na safra mais recente do rock brasileiro a Scalene é uma das bandas que conseguiu mais representatividade. No sábado (4), pouco menos de um ano depois de sua primeira passagem pela cidade, eles retornam a Uberlândia com show da turnê “magnetite”, no London Pub.

Em outubro do ano passado a banda de Brasília foi atração do Festival Timbre, dessa vez, o show, que tem no setlist músicas de todos os álbuns, principalmente do  mais recente EP, “+gnetite”, tende a ser mais longo, mais barulhento e mais próximo da galera. Na esplanada do Teatro Municipal de Uberlândia o fosso que separa a plateia do palco não ajudou muito, apesar de a Scalene ter feito uma performance marcante na noite. Em entrevista ao Diário de Uberlândia o baixista Lucas Furtado promete um show intenso, divertido. “Espero que a galera compareça porque vai ser muito massa, será bom estar de volta a Uberlândia”, afirmou. Completam a banda Gustavo Bertoni (guitarra/vocal), Tomás Bertoni (guitarra/teclado) e Philipe Nogueira “Makako” (baterial/vocal) . “Podemos dizer que, apesar de muita gente pensar o contrário, o rock segue firme e forte. No Brasil cada cidade tem sua cena, principalmente no underground e temos conseguido dialogar com elas. O fato de não estar no mainstream não quer dizer que não esteja forte. Quem diz que não tem rock de qualidade no Brasil não sabe procurar”, comentou o baixista.

Para ele, é um privilégio ter a chance de circular por todo o Brasil, como eles têm feito nos últimos dois anos, mostrando as músicas de “Cromático” (2012), “Real/Surreal” (2013), “Éter” (2015) e “magnetite” 2017. Entre esses álbuns lançaram também EPs como “+gnetite”, lançado em abril nas plataformas digitais. Produzido por Diego Marx e gravado nos estúdios Red Bull Studio (São Paulo) e Yebba Daor (Brasília), o EP traz 7 faixas e chega com capa assinada por Bruno Luglio. “impulso”, “tempo” e “zamboni” são inéditas; “cartão postal”, “maré” e “phi” (co-produzida por Aloizio Michael) ganharam novas versões.

“Estamos muito bem nas plataformas digitais, já as vendas físicas não temos como acompanhar direito. Notamos também que a procura por vinil é boa e esse formato tem saído muito bem principalmente nos shows”, conta Lucas. Apesar de ter ganhado mais visibilidade a partir do reality musical “SuperStar” (Globo), a Scalene vai muito além de bandas que não conseguem sobreviver pós furor da mídia. Graças ao profissionalismo e comprometimento com a identidade da banda
chegaram a festivais como “Rock in Rio, “Lollapalooza Brasil” e “SXSW” (EUA). Com “Éter” conquistaram, em 2016, o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Nacional.

Antes da Scalene sobe ao palco a banda uberlandense Berilo, que mandará covers de indie rock e também músicas autorais.
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