25/07/2018 às 10h18min - Atualizada em 25/07/2018 às 10h18min

Parte de escola queimada será demolida

Prédio abandonado pegou fogo no dia 16 e compromete a segurança de transeuntes

VINÍCIUS LEMOS - REPÓRTER
Parte do entulho e madeiramento queimado da antiga escola está espalhada nas calçadas (CBMMG/DIVULGAÇÃO)
A Secretaria Municipal de Obras irá demolir parte do prédio que abrigava a Escola Estadual Alda Mota Batista, no bairro Tubalina, e que foi comprometido por um incêndio no último dia 16. Na terça-feira (24) pela manhã, a Prefeitura informou oficialmente que o serviço seria executado até o fim dessa semana, mas, à tarde, confirmou que a demolição acontecerá ainda nesta quarta-feira (25). O Estado afirmou que na última semana havia pedido auxílio para a Prefeitura no intuito de executar o serviço necessário.

Serão derrubadas estruturas que causam maior risco, como as paredes que fazem fachada com as ruas Imperatriz Leopoldina e Guerra Junqueira. Ainda que o incêndio tenha afetado boa parte da estrutura da antiga escola, é neste setor que há mais chances de acidentes com pedestres e motoristas que passam pelo local, devido a possíveis desabamentos.

A Secretaria de Estado de Educação, por meio de nota, informou “que a Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberlândia havia encaminhado, na última quinta-feira (19/07), um ofício para a Prefeitura Municipal solicitando a colaboração do órgão para a execução da demolição das partes comprometidas pelo incêndio que oferecem mais riscos aos transeuntes e vizinhos do prédio que anteriormente abrigava a Escola Estadual Alda Mota Batista, de forma que o serviço pudesse ser realizado na urgência necessária”. O texto também dizia que a Prefeitura confirmou a demolição ainda nesta semana.

Ainda na última semana, a SRE tinha finalizado os levantamentos dos problemas a serem sanados e de serviços necessários. Ao mesmo tempo, em Uberlândia, a Defesa Civil emitiu laudo apontando a necessidade de intervenções emergenciais no local em um prazo de 48 horas e encaminhou à Superintendência de Ensino, responsável pelo imóvel.

Como as medidas não foram adotadas pelo órgão estadual dentro do prazo estabelecido, o Município informou que seria feita a demolição da estrutura comprometida pelo fogo a fim de resguardar a segurança de quem passa pelas proximidades.
 
Moradores estão inseguros com situação do prédio
 
A reportagem do Diário esteve no local na manhã desta terça e verificou que moradores, motoristas e trabalhadores se sentem inseguros com a situação do imóvel. Na parede voltada à rua Imperatriz Leopoldina há uma fita isolando a calçada e um tipo de madeira que aparenta ser uma escora improvisada. Parte do entulho e madeiramento queimado também está espalhada nas calçadas.

Maria Tereza Carvalho é química de uma empresa que fica na mesma rua que o antigo prédio e disse ter ficado surpresa com tudo o que aconteceu nos últimos dias, principalmente porque até agora não foi tomada uma providência em relação ao risco que o prédio incendiado causa. “Às vezes pode cair em um carro, em uma criança. Passo com frequência por trabalhar aqui perto e tenho medo”, disse.

O aposentado e vizinho do imóvel Luís Eurípedes de Paulo contou que o problema anterior era a invasão do prédio abandonado, o que levava insegurança ao local. Agora o risco é de um acidente. “Isso aqui realmente está desconfortável e é um perigo. Quem não está sabendo do que aconteceu pode passar aqui e a parede cair em cima dele. Isso aqui já deveria ter sido demolido”, afirmou.
 
Fogo e abandono
 
O incêndio do imóvel aconteceu na madrugada do dia 16 e, segundo o Corpo de Bombeiros, atingiu a maior parte da estrutura. Não foi possível identificar o que iniciou o fogo. A ocorrência foi registrada às 2h23 e o Corpo de Bombeiros precisou disponibilizar dois caminhões de combate para apagar as chamas. Não houve feridos e desde então o local está isolado, ainda que seja fácil entrar nas dependências da antiga escola.

As atividades da Escola Estadual Alda Mota Batista foram transferidas há mais de 2 anos para uma nova sede, no bairro Jardim das Palmeiras II, depois de quase 3 anos de atraso. O investimento foi de mais de R$ 4 milhões do Governo do Estado. O prédio que pegou fogo apresentava condições precárias antes do incêndio, com rachaduras nas paredes e buracos no piso, vidraças e telhas quebradas, pintura e portas deterioradas, quadra poliesportiva sem manutenção, pia sem torneira e lâmpadas queimadas na sala de aula.
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