20/07/2018 às 07h50min - Atualizada em 20/07/2018 às 07h50min

Não chove há 2 meses em Uberlândia

Previsão para os próximos dias, segundo Inmet, é de mais tempo seco

NÚBIA MOTA | REPÓRTER
Divulgação
O tempo seco tem sido um desafio para os moradores de Uberlândia, já que há dias a umidade relativa do ar está baixa, chegando a 20%, e há dois meses não chove na cidade. A previsão para os próximos dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é que tudo continue como está, já que não há perspectivas de chuvas. A última vez que choveu na cidade em quantidade relativamente significativa foi em 20 de maio, com volume de 1 mm.

Segundo a meteorologista do Inmet Anete Fernandes, o tempo seco é comum para essa época do ano e a umidade baixa se acentua no período da tarde, quando as temperaturas ficam mais elevadas. A previsão é que hoje as temperaturas variem de 13° a 32° e a umidade do ar fique em 70% e 20%. “O dia será claro, parcialmente nublado, com névoa seca à tarde. E a expectativa é de que todo o Triângulo Mineiro continue assim pelos próximos dias, com as tardes bem secas. Não deve chover”, afirmou Anete.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que índices inferiores a 60% na umidade do ar não são adequados para a saúde humana e por isso, neste período, é necessário uma atenção redobrada com a hidratação. A recomendação é que se evite trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h, fazer uso do soro fisiológico nos olhos e narinas e evitar aglomerações em ambientes fechados.

Atenção
Cães tão ficam mais sensíveis nesta época
Animais também são sensíveis às mudanças de temperatura e precisam de cuidados que vão além de roupinhas para mantê-los bem. A preocupação inclui alimentação, passeios e higiene. Além disso, as temperaturas mais baixas deixam os bichinhos vulneráveis a algumas doenças, como problemas respiratórios e viroses.

Comum nessa época, a chamada tosse dos canis provoca tosse, espirro, secreção nasal e ocular e prostração. É uma gripe, que se espalha com facilidade e com chance de evoluir para pneumonia, mas que pode ser prevenida com dose anual de vacina.



A transmissão ocorre por meio de vírus pelo ar, secreções respiratórias, contato direito com outro cão infectado e objetos contaminados. Por isso, mais de um cachorro na mesma casa pode ficar doente ao mesmo tempo. Essa gripe, porém, não atinge os seres humanos ou outras espécies.
Com o tempo seco e a proliferação de carrapatos, outro risco é a erlichiose - ou doença do carrapato. Os principais sintomas são, febre, prostração, perda de apetite e hemorragias. Como os sintomas variam de animal para animal, ela pode ser confundida com a cinomose. É uma doença que pode agir silenciosamente e atacar medula e rins lentamente.

Também há prevenção, e exames periódicos são importantes para um tratamento eficaz antes da manifestação da doença, afirma a médica veterinária Carla Berl.

Filhotes e os cães idosos podem sentir mais os efeitos do frio. Dores nas articulações são outro problema frequente nessa época.

Veja dicas:

- Área externa - Para deixar o bicho mais quentinho, a dica é forrar o chão sob a cama ou dentro da casinha e manter um cobertor à disposição.
- Vacinas - manter o calendário de vacinas em dia é fundamental. Doenças mais comuns no frio, como a tosse dos canis, também pode ser evitada com dose anual. Além disso, o tutor deve evitar locais com muitos animais durante os passeios, devido à aglomeração e proliferação de bactérias.
- Exercícios - os animais tendem a mostrar menos disposição para atividades físicas em dias mais secos e frios. É importante estimular brincadeiras que façam o pet gastar energia acumulada em casa; os passeios, se possível, também devem incluir brincadeiras e corridas.
- Alimentação - o animal pode ter mais apetite em dias frios. A rotina alimentar, porém, deve ser mantida, com a ração recomendada, até para o pet não ganhar peso. A ingestão de alimentos gelados deve ser evitada.
- Passeios - Além disso, o tutor deve adequar o horário das saídas a períodos do dia em que a temperatura esteja mais amena. Diferentemente do verão, quando a preocupação da caminhada deve ser com o solo quente, no frio é a possibilidade de choque térmico que deve ser evitada. Por isso, é aconselhável uma saída gradual do ambiente quente até a rua. Hidrate seu cão.
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