01/06/2018 às 14h05min - Atualizada em 01/06/2018 às 14h05min

Ceasa opera com 70% de abastecimento

Alguns produtos ainda não chegaram à cidade; preços estão voltando ao normal

VINICÍUS LEMOS | REPÓRTER
VINICÍUS LEMOS
Após operar em baixa de até 80%, a Ceasa em Uberlândia abriu o mercado nesta sexta-feira (1º) com grande oferta e o funcionou com 70% da oferta no comparativo a dias normais. A situação de desabastecimento por conta da greve dos caminhoneiros também elevou preços, o que deve ser normalizado até o início da próxima semana de acordo com expectativa da própria central.

A maior parte dos boxes e o mercado dos produtores, conhecida como pedra, tinha hoje oferta variada de produtos, ainda que ainda houvesse problemas para encontrar determinados itens, sendo a maior parte frutas de outros estados ou importadas. De qualquer maneira, a procura dos compradores na Ceasa durante a manhã foi normal.

Produtos com forte aumento na segunda-feira, como o tomate, hoje tiveram redução e os preços caíram para patamares próximos de antes da paralisação dos transportadores. “Consegui por cerca de R$ 70 ou R$ 80”, disse o comprador Écio Vieira. No início da semana, a caixa chegou a ser vendida a R$ 150, e antes disso o preço estava a R$ 50.

Apesar da alta no início desta semana, houve produtores que venderam o estoque a preços abaixo do praticado pelo mercado devido à qualidade do produto que ainda tinham. “Hoje consigo comercializar a R$ 50, porque foi colocada muita mercadoria que estava parada na roça e ficou acumulada. Mas cheguei a vender por R$ 10 no início da semana por causa da qualidade”, afirmou.

A batata, que ainda não teve o abastecimento normalizado, mas era possível de ser encontrada, custou R$ 120 em média ontem, segundo vendedores procurados pelo Diário. Na segunda o preço bateu a casa dos R$ 400 a saca. Itens que tiveram valores triplicados, foram encontrados com preços próximos aos praticados anteriormente ao desabastecimento. A saca de cebola, por exemplo, era vendida a R$ 60 e a caixa de alho por R$ 120.
Nos próximos dias, contudo, itens como abobrinha, quiabo e vagem ainda continuarão com oferta em baixa devido à questão climática, uma vez que no inverno a produção retrai.

AINDA FECHADO 

Para vendedores cujos produtos vêm de locais mais distantes a situação deve se normalizar apenas na segunda-feira (4). No caso de Bomfim Melo, que manteve o box fechado nesta sexta, frutas como manga, limão, maracujá e melão ainda estão em deslocamento do norte do Estado para Uberlândia. Ele espera regularizar as vendas na próxima semana para compensar os mais de 10 dias em que as vendas começaram a reduzir devido à dificuldade de conseguir mercadoria. “Os preços continuam os mesmos, mas perdi muitas vendas. Carreguei dois caminhões e (o estoque) deve durar uma semana”, disse.
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