24/05/2018 às 08h30min - Atualizada em 24/05/2018 às 08h30min

Oito mandados de prisão são cumpridos em nova fase da Operação Poseidon

A operação investiga desvios de verbas no Dmae

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER
 
Oito mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quinta-feira (24) na terceira fase da Operação Poseidon, que investiga desvios de verbas que podem chegar a R$ 8 milhões em obras do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) de Uberlândia. Há também cumprimentos de mandados na cidade de Araguari pelas equipes da Polícia Militar (PM) em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Inicialmente foram presos novamente duas pessoas ligadas à construtora Araguaia Engenharia e outros dois servidores da autarquia do Município. Três pessoas em Araguari também estão entre os alvos dos mandados de prisão, além de uma ex-funcionária da construtora.

Os presos serão levados para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem não haviam sido informados os motivos dos novos mandados de prisão e busca e apreensão.

A terceira fase da operação acontece na mesma manhã na qual estava marcada uma audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater a atuação e os procedimentos adotados pelo Gaeco de Uberlândia. Foram convidados para a reunião representantes do Ministério Público, do Judiciário, da OAB, da Polícia Civil e da sociedade em geral.

A reunião na ALMG foi proposta pelo deputado Arnaldo Silva (DEM), que informou ter recebido denúncias de condutas problemáticas do Gaeco em operações anteriores.  O deputado foi um dos fundadores do escritório Ribeiro Silva, do qual se afastou quando ingressou na carreira política. O escritório de advogados é investigado na Operação Isonomia, também do Gaeco.

POSEIDON

A Operação Poseidon partiu de uma representação protocolada no Ministério Público Estadual (MPE) pelo vereador Thiago Fernandes (PRP), em outubro do ano passado, apontando indícios de crimes praticados na execução dos contratos entre a autarquia e a empreiteira.

Segundo a denúncia feita pelo MPE, os desvios de verbas estavam ligados a três contratos do Dmae com a Araguaia Engenharia, firmados nos anos de 2009 e 2010, com valor total de R$ 97,5 milhões. Assim, independentemente da realização das obras Araguaia, eram apresentadas medições como se tivessem sido cumpridos os termos contratuais por ordem de Daniel Vasconcelos e de seu funcionário e procurador João Paulo Voss.

Ainda conforme o MPE, do lado do departamento de água, os diretores Epaminondas Mendes e David Thomaz determinavam que Manoel Calhau e, posteriormente, Carlos Lamounier aprovassem as medições sem qualquer questionamento.

Em breve mais informações.
 
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