11/05/2018 às 09h59min - Atualizada em 11/05/2018 às 09h59min

Pabllo Vittar participa, hoje, do final de 'O Outro Lado do Paraíso'

FABIANA SCHIAVON | FOLHAPRESS
O diretor Mauro Mendonça Filho, Caetana (Laura Cardoso) e a cantora Pabllo Vittar | Foto: Estevam Avellar/Globo/Divulgação
 
As histórias de vingança e de superação de "O outro lado do paraíso" (Globo) cativaram o público. A trama de Walcyr Carrasco marcou 38 pontos de audiência até agora, média do dia de sua estreia até sábado passado. Segundo a emissora, a trama tem o melhor resultado no horário desde 2012, ano de "Avenida Brasil", que quebrou todos os recordes.

Com o último capítulo da trama das nove, na noite desta sexta (11), os números devem subir ainda mais. Só nesta última terça, a novela chegou a 48 pontos (cada ponto equivale a 72 mil domicílios na Grande São Paulo). Foi o dia do beijo de Samuel (Eriberto Leão) e Cido (Rafael Zulu) e do resgate do filho de Clara (Bianca Bin).

O capítulo de hoje terá várias participações especiais. Pabllo Vittar aparece em Pedra Santa para uma apresentação no “Love Chic”. No palco do bordel, agora sob a administração de Maíra (Juliane Araújo), a cantora interpreta o sucesso K.O. A música, que integra a trilha sonora da novela, embalou cenas do núcleo. “Fico muito feliz porque desde criança sempre sonhei com isso. Essa novela foi a primeira em que minha música tocou então é mais especial ainda para mim”, disse a drag.

Destaque na pele da vilã Sophia, a atriz Marieta Severo se diz satisfeita com o trabalho. "Walcyr [Carrasco] é um autor que cria personagens fortes e conduz muito bem a trama, envolvendo o público, apostando em suspenses ao longo da novela", afirma. "Eu me surpreendo com a capacidade que ele tem de apresentar caminhos que você nem poderia imaginar. Costumo ler os capítulos inteiros porque não consigo ler só a minha parte."

"O Outro Lado" ainda ficou marcada por discussões sobre racismo, homofobia e outros temas. "Gosto quando os autores decidem abordar assuntos de utilidade social, como a discriminação ou a violência contra a mulher", diz Marieta.

A atriz ainda afirma que, mesmo depois de tudo o que Sophia já passou - enfrentando as consequências de um AVC que a deixou com sequelas e as tentativas frustradas de assassinato -, a vingança de Clara só deve ser finalizada nesta noite. "O fim da Sophia ainda não chegou, não! Aguardem! Ela só não conseguirá aprontar mais porque está um tanto debilitada agora", complementa a atriz.

Walcyr Carrasco explica o sucesso da novela rebatendo as críticas que recebeu. "Além de um elenco maravilhoso e de uma direção fantástica, o que fez a novela ser sucesso foram justamente os pontos criticados por supostos especialistas em televisão. Eles sempre cobravam realismo de uma novela que nunca teve a intenção de ser realista. Ela foi concebida e estruturada como um melodrama à antiga", descreve o escritor.

As curas milagrosas de Mercedes (Fernanda Montenegro) e o reaparecimento de alguns personagens assassinados foram citados em discussões nas redes sociais. "Desde sempre declarei que a trama era inspirada em "O Conde de Monte Cristo", de Alexandre Dumas, um livro escrito inicialmente em forma de folhetim e que se tornou um clássico", diz ele.

O autor afirma que jamais conta uma história sem se basear no que ele mesmo acredita. A lei do retorno, usada como mote da trama, veio da Ordem de Rosacruz, um grupo místico e filosófico. "Faço parte da Rosacruz há 30 anos e acredito na Lei de Amra, que é a lei do retorno. Meu sentimento estava presente ao longo de toda trama", diz o autor.

Ele explica outro tema que sofreu críticas. A personagem Adriana (Julia Dalavia) tratou o trauma de Laura (Bella Piero), vítima de pedofilia, apenas com base em sua formação de coach. "Sou coach e não exerço a profissão por falta de tempo. Foi justamente na minha formação que eu me defrontei com um número enorme de pessoas abusadas na infância e na adolescência", conta Carrasco. "Não nego, que para casos tão profundos, um psicólogo tem mais ferramentas para trabalhar. Inclusive, há um movimento para que o coach seja um curso optativo para o psicólogo."
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