14/04/2018 às 05h38min - Atualizada em 14/04/2018 às 05h38min

Fabiana acredita em título do Praia

Time uberlandense faz amanhã, fora de casa, a primeira partida da final contra o todo poderoso Sesc Rio

ÉDER SOARES | REPÓRTER
Fabiana já conquistou cinco títulos da Superliga, sendo 5 deles pelo Rio de Janeiro | Foto: Ascom/Praia

Aos 33 anos, a central Fabiana busca a conquista do seu sexto título da Superliga Feminina de Vôlei, o primeiro pelo Dentil/Praia Clube. Considerada uma das melhores jogadoras de sua posição em todo o mundo, a atleta só não figura mais nas convocações do técnico José Roberto Guimarães, na Seleção Brasileira, por decisão própria.

Pela maior competição do voleibol brasileiro, Fabizona acumula quatro títulos pela camisa do Rio de Janeiro, adversário do Dentil/Praia Clube na final da Superliga 2017/2018, que tem a primeira partida da melhor de dois disputada amanhã, às 10h, na Arena Carioca 1. O jogo de volta será na Arena Sabiazinho, em Uberlândia, no outro domingo (22), às 9h10. Todas as partidas serão transmitidas ao vivo pela Rede Globo.

Mostrando a tranquilidade que lhe é peculiar, a bicampeã olímpica pela Seleção Brasileira afirma que espera uma guerra diante de um adversário que acumula 12 títulos da Superliga, mas que, segundo ela, não é invencível. No primeiro turno da competição, o time mineiro bateu o carioca, fora de casa, por 3 sets a 0.
 
Diário de Uberlândia: Como foi a semana de preparação para o primeiro jogo da final?

Fabiana: Na verdade, nossa preparação não começou agora, mas logo na primeira rodada do campeonato, para que, dessa forma, pudéssemos chegar neste momento de decisão. Sei pela minha experiência no voleibol que quanto mais estivermos focadas, concentradas e fechadas com a nossa equipe, melhor. Acho que a nossa equipe é muito preparada e vai jogar forte para dar este título inédito ao Praia e para a cidade de Uberlândia.
 
A Arena Carioca será uma surpresa para você?

Eu já conheço, pois pela Seleção Brasileira fizemos todos os jogos da Olimpíada de 2016 lá dentro. É um ginásio grande, muito bonito, mas é preciso que a gente se adapte rápido a questões como altura e distância. Às vezes você perde um pouco a referência por estar acostumada a jogar em ginásios mais apertados, como é o caso da Arena Praia, onde jogamos todo o campeonato.
 
Vocês tinham certeza que o Praia chegaria à decisão?

Desde quando a gente se encontrou para o começo da pré-temporada, já sonhávamos alto. Sabemos que para jogar a final é preciso ter treino, tática e estratégia, mas foco e coração, acima de qualquer coisa, fazem a diferença. Temos de aproveitar que estamos neste momento tão sonhado e partir em busca do título.
 
Como parar o Sesc Rio, que tem 12 títulos da Superliga?

Sabemos que é uma equipe acostumada a disputar finais, acostumada a ganhar finais e que tem um grande técnico [Bernardinho]. Temos consciência que será difícil, mas eu acredito no potencial da nossa equipe. Nós, como atletas e com meta de vencer e conquistar títulos, precisamos estar preparadas para estes momentos e estar motivadas para superar um grande adversário.
 
O fator casa, na primeira fase, acabou não fazendo diferença nos dois confrontos entre as equipes, já que ambas conseguiram vencer fora de seus domínios. Na decisão, você entende que jogar com a torcida a favor pode pesar?

Acho que o fator casa é um ponto que sempre ajuda. Você jogar diante de sua torcida, de seus amigos e familiares dá uma motivação extra. Mas são dois jogos, um no ginásio de cada equipe, e o que vale é a motivação para vencer. Eu, independentemente de jogar no Rio ou em Uberlândia, entro em quadra para vencer, e fatores extraquadra não costumam de afetar.

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