05/04/2018 às 15h53min - Atualizada em 05/04/2018 às 15h53min

Policiais foragidos da Operação Fênix se entregam à Justiça

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER
Advogado tenta liberação do delegado Hugo Leonardo, que se entregou em BH | Foto: Diário de Uberlândia/Arquivo

Todos os cinco policiais que estavam foragidos desde a deflagração da 5ª fase da Operação Fênix se entregaram em Belo Horizonte e seguem na casa de Custódia da corporação. O último a se apresentar foi um investigador de Uberlândia, na tarde de quarta-feira (4), enquanto os demais se apresentaram na capital a partir do dia 29 do último mês.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu 28 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no dia 27 de março, em decorrência da última fase da operação, contra policiais e empresários de Uberlândia e Araxá.

De acordo com o advogado Edson Mauro Oliveira Campos, seu cliente, o policial Alisson Reis Santana, lotado em Araxá, se entregou dois dias depois da operação. Ele informou que o cliente estava em viagem e que ainda busca mais informações sobre as denúncias para montar a estratégia de defesa.

Nesta semana, os delegados Hugo Leonardo Marques de Jesus, de Uberlândia, e Sandro Montanha de Souza Negrão, de Araxá, também se entregaram em Belo Horizonte.

O advogado Gabriel Massote informou que o cliente, Hugo Leonardo, também estava em viagem e que compareceu no primeiro dia útil seguinte à operação, como já havia se comprometido. Massote disse que vai apresentar um pedido de liberdade e que tem confiança na liberação do delegado, uma vez que a prisão não apresentaria requisitos para se sustentar. O defensor Wesley Martins Soares, que representa Sandro Montanha, disse que ainda toma ciência do caso e já articula medidas para liberação do delegado.

A reportagem do Diário de Uberlândia não conseguiu os contatos das defesas dos policiais Leandro de Mello e Dioges Martins Ramos, que foi o último a ser recolhido à Casa de Custódia.

5ª FASE

Ao todo, 28 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos na fase mais recente da Operação Fênix. Entre os crimes investigados estão o de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, corrupção ativa e corrupção passiva. A ação foi baseada em delações e análise de documentos, segundo a promotoria à frente do Gaeco.

Os mandados expedidos contra policiais foram cumpridos pela Corregedoria da PC nos dois municípios. Já os empresários de Uberlândia foram presos nos bairros Alto Umuarama e Osvaldo Rezende, nas regiões leste e central da cidade. Parte dos policiais investigados já estava presa em fases anteriores da Operação Fênix e outros dois policiais foram presos no cumprimento dos mandados.

Os suspeitos, segundo o Gaeco, estavam envolvidos em esquemas de pagamentos de propinas, que chegam a R$ 50 mil, compra e venda ilegal de veículos com empresários presos, lavagem de dinheiro na negociação de um veículo entregue como propina, falsidade ideológica e prevaricação, além de obstrução de Justiça.
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